Covid-19: Principal bolsa de valores do País, Ibovespa caminha para pior mês desde 1998

Umas das principais bolsas de valores do mundo, a Ibovesp apresenta queda histórica - Crédito: Paulo Whitaker

Da Redação com Agência Brasil
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A bolsa paulista oscilava sem uma tendência clara nesta terça-feira, que fecha um mês de perdas expressivas nos mercados acionários em todo o mundo, em razão dos efeitos e dúvidas decorrentes da pandemia da covid-19. Às 12h20, o Ibovespa subia 0,61%, a 75.095,62 pontos. O volume financeiro era de 6,9 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa subiu 1,65%, a 74.639,48 pontos, mas ainda acumulava em março perda de cerca de 28%, que se mantida representará o pior desempenho mensal desde 1998.

Tal performance faz o resultado no acumulado do ano ser negativo em cerca de 35%, o que marca a maior queda trimestral desde pelo menos 1994. “Esse ‘bear market’ tem sido incomum, não por causa da escala do declínio, mas por causa da velocidade e da volatilidade”, avaliaram Peter Oppenheimer e equipe, do Goldman Sachs em relatório a clientes.

Mesmo após uma bateria de medidas globais de estímulos econômicos e notícias melhores sobre desenvolvimento de vacinas e testes, março e o primeiro trimestre também terminam com uma série de incertezas, principalmente sobre os efeitos econômicos. Conforme o ritmo de contágio não mostra sinais de alívio e medidas de confinamento vêm sendo prorrogadas, continua incerto o efeito final na atividade mundial, bem como o momento da recuperação das economias.

Nesse cenário, a aposta de manutenção da volatilidade em níveis elevados é consenso entre agentes financeiros. Para o analista Jasper Lawer, chefe de pesquisa no London Capital Group, o primeiro trimestre está quase acabando e há um monte de medidas de alívio no mundo. “Um mês novo pode oferecer alguma perspectiva nova, e talvez uma mais construtiva.” Nos EUA, o S&P 500 <.SPX> tinha oscilação negativa de 0,04%.

Destaques:

  • PETROBRAS PN – avançava 7,7%, oferecendo algum suporte, em meio à recuperação dos preços do petróleo no exterior. PETROBRAS ON subia 8,7%.
  • VALE ON – valorizava-se 6,2%, tendo ainda de pano de fundo relatório do Goldman Sachs elevando a recomendação dos ADRs das ações da mineradora para ‘compra’, enquanto o preço-alvo para 11 dólares, de 11,4 dólares antes.
  • ITAÚ UNIBANCO PN – caía 2,1% e BRADESCO PN recuava 1,8%, pesando do lado negativo. BANCO DO BRASIL ON cedia 0,2%.
  • COGNA ON – desabava 11,1%, após resultado trimestral. No setor, YDUQS perdia 6,7%.
  • CVC BRASIL ON – perdia 5%. A operadora de turismo afirmou que não divulgará suas demonstrações financeiras de 2019 no prazo regulamentar, citando efeito do Covid-19 no trabalho das equipes e auditores.