Guarulhos Hoje

Prefeitura promove atividade para o bem-estar de mulheres com fibromialgia

Sidnei Barros/PMG

A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão promoveu, nesta quarta-feira (14), a vivência arteterapêutica “Mulheres de Fibra” para uma turma de diagnosticadas com fibromialgia (síndrome que se manifesta com dor em todo o corpo, fadiga, ansiedade, ente outros sintomas), em sua sede, à rua Alberto Hinoto Bento, 49, no Macedo.

Essa vivência é um espaço de acolhimento, escuta e cuidado, segundo a subsecretária Mayara Maia. A fibromialgia ainda é invisibilizada e ações assim ajudam a reconhecer a dor, fortalecer vínculos e promover bem-estar, mostrando que inclusão também é se direcionar para a saúde emocional e a qualidade de vida dessas mulheres.

A atividade incluiu relaxamento com música, pintura com aquarela e desenho da borboleta, que é o símbolo da fibromialgia por representar a transformação, a delicadeza e a força necessárias para lidar com a dor crônica e por ter um voo instável que requer resiliência e adaptação contínuas. Através da pintura, as participantes puderam extravasar suas emoções, sentimentos e dores.

De acordo com a servidora Fernanda Nascimento, que conduziu a vivência e é formada em psicologia e pós-graduada em arteterapia, o propósito do encontro foi transformar a dor em cor, desaguar as emoções no papel e assim, reduzir e aliviar as dores.

A lei municipal nº 8.320/2024 reconhece a fibromialgia como deficiência em Guarulhos e estabelece que as pessoas nessa condição têm direito aos benefícios e às proteções legais conferidas às pessoas com deficiência.

Acolhimento e empatia

A professora da rede estadual Samanta Gomes, de 46 anos, foi diagnosticada com a síndrome há oito anos, sendo que desde os 28 anos sofre com as dores constantes. Disse que demorou para aceitar a condição e que foi muito desgastante conseguir constatá-la. Ela aprovou a vivência porque se sentiu acolhida e se identificou com o grupo.

Já a analista de gerenciamento de carga, Elisabete Tiburcio, de 54 anos, perdeu o emprego no ano passado após ser diagnosticada com fibromialgia. Ela vive sozinha no Jardim São Luiz e viu na atividade do grupo uma oportunidade de amparo, troca e empatia.

A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão integra a Secretaria de Direitos Humanos.

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