Guarulhos Hoje

Justiça libera avanço da Linha 19-Celeste e garante conexão de Guarulhos ao Metrô de SP

Rovena Rosa/Agência Brasil

A Justiça paulista manteve o resultado da licitação do Lote 1 da Linha 19-Celeste do Metrô, assegurando o avanço das obras que vão conectar Guarulhos diretamente ao centro de São Paulo. A decisão evita novos atrasos no projeto, considerado estratégico para a mobilidade da cidade.

O lote, que contempla o trecho inicial da linha em Guarulhos, foi confirmado após a negativa de uma liminar que tentava suspender o processo. Com isso, o contrato segue válido para a elaboração dos projetos executivos e execução das obras.

Na noite desta terça-feira (10), o Metrô de São Paulo informou que os recursos apresentados pelo Consórcio Nove de Julho foram rejeitados pela justiça. Dessa forma, o consórcio liderado pela AGIS foi declarado vencedor do Lote 1.

Empresas com participação chinesa — Highland Yellow River, em parceria com a brasileira Mendes Júnior — haviam acionado a Justiça alegando irregularidades e defendendo que apresentaram a melhor proposta. No entanto, tanto a 10ª Vara da Fazenda Pública quanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE) não acolheram os pedidos, mantendo a decisão da concorrência pública.

Trecho inicial atende Guarulhos

O Lote 1 contempla as primeiras estações da Linha 19-Celeste em território guarulhense:

A implantação dessas estações representa um marco histórico para o município, que passará a contar com ligação metroviária direta com a capital paulista, reduzindo o tempo de deslocamento e ampliando as opções de transporte para milhares de moradores.

Linha terá 17,6 km e ligação ao centro de SP

A Linha 19-Celeste está prevista para ter cerca de 17,6 quilômetros de extensão e aproximadamente 15 estações, conectando Guarulhos ao centro de São Paulo. Entre as estações previstas ao longo do trajeto estão:

A nova linha permitirá integração com outras linhas do Metrô e da CPTM, ampliando a conectividade da Região Metropolitana.

Lotes 2 e 3 também avançam

Além do Lote 1, o projeto foi dividido em outros dois grandes blocos. O Lote 2 corresponde ao trecho intermediário, com escavações, túneis e estações subterrâneas na zona norte da capital. Já o Lote 3 envolve o trecho final até a região central, incluindo sistemas operacionais e infraestrutura técnica.

Os dois lotes foram vencidos por um consórcio liderado pela Odebrecht (OEC), braço de engenharia pesada da Novonor, em parceria com a Álya (antiga Queiroz Galvão) e a italiana Ghella, especializada em túneis. O contrato soma R$ 13,6 bilhões e representa uma das maiores licitações recentes do Metrô de São Paulo.

Com a homologação publicada nesta semana, as frentes de obra poderão avançar de forma simultânea, mantendo o cronograma do projeto e afastando, ao menos por ora, o risco de paralisação administrativa.

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