Guarulhos Hoje

Oficina ensina a proteger e a criar abelhas sem ferrão em pequenos espaços

Freepik

O Brasil abriga alta biodiversidade de abelhas, sendo as espécies sem ferrão (meliponíneos) as mais ameaçadas pela perda de habitat, agrotóxicos e outras situações provocadas pelo homem. O desparecimento desses polinizadores causaria um caos ambiental, uma vez que sua ausência ameaça a segurança alimentar, afetando a polinização de diversas culturas essenciais, como diversas frutas e legumes.

Mas a boa notícia é que, mesmo quem dispõe de espaço reduzido pode ajudar na procriação das abelhas sem ferrão, como a jataí, por exemplo. Para quem quiser aprender a criar condições para atrair e manter estes insetos em pequenos “ninhos”, neste sábado (11), às 10h, no Centro de Educação Ambiental (CEA) Virgínia Ranali, acontece o curso Introdução à Meliponicultura.

A oficina tem participação livre e gratuita e irá abordar, além da criação de abelhas sem ferrão, ecologia e biologia das abelhas nativas, manejo básico, plantas atrativas e jardins para abelhas e ainda a diferença entre apicultura (criação de abelhas com ferrão).

Para mais informações e inscrições, entre em contato pelo e-mail cea@guarulhos.sp.gov.br ou pelo telefone 2475-9848. O CEA Virgínia Ranalli fica na avenida Papa João XXIII nº 219 – Parque Renato Maia.

Extinção

A extinção das abelhas é um alerta ecológico global, com taxas de desaparecimento 100 a 1000 vezes superiores ao normal, impulsionadas por atividades humanas. Causas principais incluem uso de agrotóxicos, perda de habitat, mudanças climáticas e doenças. Sua ausência ameaça à segurança alimentar, afetando a polinização de diversas culturas essenciais.

Coincidentemente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) adverte que, se as populações de abelhas continuarem a diminuir, as culturas nutritivas – como frutas, nozes e vários vegetais – serão substituídas por culturas básicas, como arroz, milho e batata, resultando em uma dieta desequilibrada.

Também é importante ressaltar que a ausência dessas polinizadoras acabaria com o café, as maçãs, as amêndoas, os tomates e o cacau – só para citar apenas algumas das culturas que dependem da polinização.

Em última análise, o fim das abelhas levaria a uma transformação da agricultura, da disponibilidade de alimentos e ao desaparecimento de espécies. Portanto, é importante fortalecer as medidas para protegê-las, enfatiza o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Sair da versão mobile