No mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das EPGs D’Emília, D’Almeida e Sítio do Pica-pau Amarelo participaram da campanha Agosto Lilás na terça-feira (11), na Secretaria de Educação. Durante o encontro formativo, as turmas foram alertadas sobre a importância da prevenção e do conhecimento da lei no enfrentamento da violência doméstica e familiar.
A parceria entre o Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres (CMPM), a Secretaria de Educação e a Patrulha Maria da Penha reafirmou a relevância do assunto nas escolas, promovendo ações de conscientização e garantindo o acesso aos mecanismos de proteção destinados às mulheres e às meninas guarulhenses.
As palestrantes abordaram o aumento dos registros de violência em âmbito nacional, apresentando números assustadores sobre a realidade de muitos lares e relacionamentos abusivos. “É fundamental compreender que, embora a violência seja uma realidade persistente, ela não deve determinar o futuro das vítimas. O engajamento de alunos, docentes e servidores é essencial para a disseminação das medidas protetivas, dos dispositivos legais e da rede de apoio disponível no município. A violência não é um destino inevitável; portanto, cabe à sociedade civil, ao poder público e às instituições de ensino unirem esforços para prevenir tais agressões e reduzir, de forma significativa, os índices atuais”, destacou a advogada Paula Montinho, especialista em direitos da mulher.
Ações articuladas
A ação de conscientização destacou o papel da educação no combate a todas as formas de violência contra as mulheres, com a realização de ciclos de palestras da Patrulha Maria da Penha nas escolas para divulgar o serviço disponível no município. A inspetora da GCM, Darcy Maria Feitosa, reforçou que a iniciativa tem como objetivo assegurar que mulheres sob medida protetiva, que ainda sofrem importunação por parte de seus agressores, tenham pleno conhecimento dos recursos de proteção e suporte oferecidos pela rede de atendimento local.
Durante a formação, os participantes puderam refletir sobre a importância da responsabilidade coletiva e do fortalecimento de uma rede comprometida com a garantia dos direitos das mulheres, que não pode se calar diante dos sinais.
O Agosto Lilás reconhece a conquista histórica na proteção às mulheres no Brasil e a busca de mudanças concretas e significativas na relação entre o estado e a sociedade. Para Cláudia Lucena, chefe de Seção Técnica de Ações Educativas para Promoção da Igualdade Racial e de Gênero, o enfrentamento da violência doméstica exige atuação integrada da rede de proteção, fiscalização efetiva das medidas protetivas e investimentos em programas de prevenção e responsabilização dos homens autores de violência.
