Prefeitura leva alunos com deficiência visual para visita à Pinacoteca de São Paulo

Alunos com deficiência visual do projeto Práticas Educativas para a Inclusão Social (Peis), da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, visitaram nesta segunda-feira (16) o acervo de obras acessíveis da Pinacoteca de São Paulo, localizada na Luz, na capital paulista. Esta foi mais uma edição do Rolezinho de Bengala, iniciativa que visa a apresentar às pessoas com essa condição equipamentos e espaços públicos, promover atividades culturais e de lazer e proporcionar autonomia e inclusão para que possam sair de casa e conhecer outros locais.

O grupo contou com o auxílio do setor educativo da Pinacoteca e assim pôde ler as placas das obras em Braille e tocar em esculturas, usando o tato para interpretar o que os artistas queriam expressar com sua arte.

Os alunos conheceram a maquete do edifício e também a da região, sendo estimulados a refletir sobre o crescimento da cidade e as modificações ocorridas no entorno da Pinacoteca. Aprenderam ainda sobre o tipo de construção empregado na edificação e alguns participantes relataram que quando enxergavam passavam sempre em frente à Pinacoteca, mas não tiveram oportunidade de entrar para conhece-la.

Recém-chegado ao grupo, o aluno Divino Aparecido Tobias, de 62 anos, morador de Cumbica, ficou admirado com a edificação ao entrar nela pela primeira vez. Ele notou as paredes de tijolos expostos e comentou que parecia que faltava acabamento no prédio, mas sabia que era o estilo do imóvel. Já sua esposa Cristina, que o acompanhou no passeio, contou que foi um dia diferente para eles, pois como trabalhavam não tinham tempo para conhecer e apreciar obras de arte.

Para a subsecretária Mayara Maia, a inclusão também passa pelo acesso à cultura. Proporcionar que pessoas com deficiência visual vivenciem espaços como a Pinacoteca, por meio do toque, da leitura em Braille e da mediação acessível, é garantir o direito de pertencer à cidade e aos seus equipamentos culturais. De acordo com ela, o Rolezinho de Bengala vai além do passeio, promovendo autonomia, autoestima e ampliando horizontes. É sobre mostrar que todos têm o direito de ocupar e experienciar esses espaços com dignidade.

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