O empresário chinês Guofang Huang, de 53 anos, acusado de atropelar e matar o gari Diêgo Rafael da Silva, de 19 anos, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Guarulhos I. A decisão ocorreu após a Justiça converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. O caso aconteceu na noite de domingo (26), na Barra Funda, na capital paulista.
Segundo a investigação, Huang dirigia uma Land Rover após consumir bebida alcoólica. O teste do bafômetro apontou 0,73 mg de álcool por litro de ar expelido, índice superior ao limite considerado crime. A Polícia Civil informou que ele responderá por homicídio doloso com dolo eventual, entendimento de que o motorista assumiu o risco de provocar a morte. Após o atropelamento, o empresário deixou o local, mas retornou pouco tempo depois, após ser seguido por um motociclista que testemunhou o acidente.
A vítima trabalhava havia apenas dois meses na coleta de lixo da capital e foi atingida enquanto realizava o serviço ao lado do caminhão de coleta. Diêgo era casado, deixa uma filha de um ano e três meses, e a esposa está grávida. A morte provocou comoção entre os colegas de trabalho, que interromperam temporariamente a coleta de lixo em bairros das zonas Norte e Oeste de São Paulo em forma de protesto.
Em nota, a defesa de Guofang Huang afirmou que acompanhará a investigação e destacou que o caso ainda está em apuração. Os advogados também reforçaram que o empresário tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência, e informaram que não irão comentar o mérito das acusações neste momento.


























