Coordenadores pedagógicos das escolas da rede da Prefeitura de Guarulhos reuniram-se nesta terça-feira (4), no CEU Continental, durante a Mostra de Práticas do Projeto FloresSer, uma iniciativa de Aprendizagem Socioemocional desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard voltada a alunos da Educação Infantil, com idades entre 4 e 5 anos. O encontro contou com as presenças da subsecretária, Minéa Paschoaleto Fratelli, das equipes da Supervisão Escolar e do Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicas (DOEP) da Secretaria de Educação.
Durante o encontro, as pesquisadoras da Faculdade de Educação da Universidade de Harvard, Stephanie M. Jones, Rebecca Bailey e Sonya Temko apresentaram a palestra “Aprendizagem Socioemocional na Infância”, na qual abordaram conceitos fundamentais do desenvolvimento infantil, aprendizagem emocional, práticas efetivas e os ingredientes ativos de uma formação efetiva.
“Atualmente, há muitas informações sobre a importância das habilidades socioemocionais na primeira infância. Em todo o trabalho que realizamos em escolas, salas de aula e com os nossos parceiros, continuamos aprendendo sobre o assunto e sobre a eficácia das práticas e o modo como educadores, coordenadores e gestores as utilizam e as adaptam às suas próprias necessidades e contextos, o que contribui para ampliar a base de evidências de nossas pesquisas”, destacou Jones.
Além das pesquisadoras de Harvard, o Projeto FloresSer foi desenvolvido em parceria com Ana Luiza Ragio Colagrossi e educadores de diversos lugares do Brasil e realizado em Guarulhos e Bauru, interior de São Paulo, em 2026, com o apoio do Itaú Social, Fundação Bracell e J-PAL.
Diante da continuidade da pesquisa em curso nas escolas municipais, o compartilhamento de práticas durante o encontro se caracterizou como um momento de formação continuada, em que a escuta revelou olhares diferenciados. “Fazemos essa pausa para dar aos participantes a oportunidade de ouvir uns aos outros, de conhecer outros trabalhos e de refletir sobre o processo de aprendizagem das crianças das escolas onde atuam, tornando sua prática ainda mais significativa”, explicou Colagrossi.
Atividades socioemocionais
O evento contou com o compartilhamento de práticas de 37 Escolas da Prefeitura de Guarulhos participantes do Programa FloresSer, que demonstraram por meio de banners os resultados das atividades socioemocionais desenvolvidas com as turmas, a partir das formações oferecidas aos coordenadores pedagógicos das unidades, e com base no uso do Caderno FloresSer.
Além disso, as EPGs Selma Colallilo Marques, João Guimarães Rosa, Rogério Damião, Antônio Aparecido Magalhães, Cora Coralina, Milton Luiz Ziller e Giovani Angelini fizeram a apresentação oral de práticas, quando revelaram o percurso, os estudos realizados durante a trajetória do projeto.
Percurso do Projeto
Em Guarulhos, cem escolas de Educação Infantil da rede municipal foram selecionadas para participar do Projeto FloresSer. Na pesquisa inicial, 15 crianças de cada escola, na faixa etária de 4 a 5 anos, participaram de atividades de cunho psicopedagógico para investigar o desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional.
Na etapa seguinte, houve a oferta de curso de extensão em Aprendizagem Socioemocional, ministrado por Ana Colagrossi, em parceria com o Itaú Social para coordenadores pedagógicos de 40 escolas. Na fase de implementação, houve ainda a apresentação detalhada do projeto e da proposta de trabalho com o caderno de atividades.
Ao término do ano letivo, os pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade de Harvard retornarão às escolas participantes da pesquisa inicial para realizar novas atividades psicopedagógicas, o que vai permitir ao grupo comparar o desenvolvimento socioemocional das crianças.
Caderno FloresSer
O Caderno FloresSer é um material com atividades práticas, jogos, músicas, artes e histórias com rotinas curtas e flexíveis, fundamentado nos “Cinco Poderes”: Poder da Atitude, Poder do Cérebro, Poder da Cidadania, Poder da Amizade e Poder dos Sentimentos.
O objetivo principal do material é transformar a teoria do desenvolvimento emocional em ferramentas simples e intencionais para uso na rotina da sala de aula, promovendo o desenvolvimento integral e o bem-estar das crianças.
Durante a aplicação das atividades nas escolas, os educadores puderam escolher e adaptar as estratégias que melhor atendessem a comunidade onde a unidade está inserida, sem a necessidade de seguir uma ordem rígida.


























