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Operação contra golpe do falso advogado cumpre mandados e prende suspeitos em Guarulhos

© PCSP/Divulgação

A Polícia Civil realizou, nesta quarta (23), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar o chamado golpe do falso advogado, com cumprimento de mandados em Guarulhos e em outros cinco municípios do estado de São Paulo. Na cidade, os agentes realizaram buscas em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de apreender materiais que possam ajudar a esclarecer a atuação do grupo e identificar outros possíveis integrantes do esquema.

A operação foi realizada por equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), em apoio a uma investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão, sendo quatro temporárias e uma preventiva.

Além de Guarulhos, as determinações judiciais foram cumpridas na capital paulista, Mauá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano e Martinópolis. A ação teve como alvo pessoas que, segundo as investigações, estariam envolvidas na estrutura utilizada para abordar vítimas e obter dinheiro por meio de informações relacionadas a processos judiciais.

Em Guarulhos, as buscas tiveram como foco residências vinculadas aos investigados. Durante a operação, os policiais procuraram celulares, documentos, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam conter informações sobre a movimentação do grupo. O material apreendido deverá ser analisado pela investigação para auxiliar no rastreamento das operações e na identificação de possíveis novos envolvidos.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o esquema utilizava indevidamente nomes e registros profissionais de advogados reais para dar credibilidade às abordagens. Os criminosos teriam acesso a dados verdadeiros de processos judiciais e entravam em contato com pessoas que aguardavam indenizações ou outros valores a receber.

Durante as conversas, os suspeitos se passavam pelos profissionais responsáveis pelos processos e informavam às vítimas que o dinheiro estaria prestes a ser liberado. Na sequência, solicitavam pagamentos sob a justificativa de taxas operacionais, custos judiciais ou outros valores necessários para concluir a suposta liberação da quantia.

A utilização de informações reais dos processos era uma das estratégias para convencer as vítimas de que o contato era legítimo. A investigação busca agora identificar como os criminosos obtinham esses dados, qual era a participação de cada integrante e a extensão financeira do esquema.

Os suspeitos presos durante a operação e os materiais recolhidos nas cidades onde houve cumprimento das ordens judiciais foram encaminhados para os procedimentos legais. As investigações continuam para esclarecer a atuação da organização criminosa e verificar a existência de outras vítimas.