Geração Z: desapego e maior uso de serviços compartilhados

Foto: Helena Lopes/Pexels
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Existe uma tendência forte, especialmente entre os mais jovens, ao desapego. A ideia é frear o consumismo exacerbado e a grande demanda de trabalho que está por trás dele – quanto mais eu compro, mais eu preciso trabalhar para sustentar meu estilo de vida.

Somado a isso está o aumento dos preços de imóveis não só no Brasil, mas ao redor do mundo, que leva as novas gerações a morarem em espaços cada vez menores. Para ter uma ideia, o índice Fipe/Zap, que analisa os preços dos imóveis, chegou a registrar 11 aumentos consecutivos no valor do metro quadrado nacional durante a pandemia, marcando R$ 7.455 no País.

A maioria dessas pessoas leva em consideração os seguintes aspectos: preferem gastar seu dinheiro em experiências como cursos e viagens, ao invés de acumular bens; não se importam de compartilhar e buscam uma vida mais fluída e com menos compromissos fixos do que outras gerações. Além disso, preferem alugar carros, casas e serviços a comprá-los.

Exemplos

Não é à toa, também, que o mercado de serviços por assinatura (as a service) ou por uso (pay per use) não para de crescer. É mais fácil e vantajoso acessar um serviço e até um bem material na hora que este se faz necessário. Um exemplo disso são as plataformas de aluguel de caixas de ferramentas, normalmente usadas com tão pouca frequência que não compensa tê-las ocupando espaço e enferrujando dentro de casa.

Outro exemplo é o uso de aplicativos de transporte, que segue crescendo, e traz inúmeras vantagens: não precisar investir no carro próprio nem arcar com sua manutenção; não precisar de uma vaga fixa e nem pagar estacionamento nos lugares;poder consumir bebida alcoólica sem se preocupar com a direção responsável;não ter surpresas com multas; poder caminhar um trecho e não ter que retornar para buscar o carro, entre outros.

“A geração Z coloca uma grande ênfase em empregos que contribuem para uma causa na qual acredita. Além disso, eles parecem querer permanecer leais a suas organizações por um longo tempo, com a condição de que possam encontrar um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e desfrutar de oportunidades de crescimento e promoção”, descreve Caio Sampaio, especialista em carreira da Zety BR.

A empresa publicou recentemente a pesquisa Geração Z vs. o Escritório, com mais de 200 membros da plataforma. O estudo constatou que, no trabalho por exemplo, essa geração busca: horário flexível (59%), trabalho remoto (53%) e salário competitivo (50%).

O empreendedor Carlos Maracajá, de 27 anos, morador de São Vicente, litoral paulista, valoriza muito esse equilíbrio entre profissional e pessoal, além de praticar o desapego. “A vida fechada num escritório e viver para pagar bens materiais definitivamente estão fora de cogitação”, admite

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