Guarulhos segue entre os municípios que mais geram empregos formais no Estado de São Paulo. No primeiro semestre do ano, a cidade criou quase 6 mil vagas com carteira assinada, ocupando a 5ª posição no ranking paulista, segundo dados da Fundação Seade, com base no Novo Caged. O desempenho reforça a força da economia local, impulsionada principalmente pelos setores de logística, indústria, comércio e serviços. No entanto, esse cenário também impõe um novo desafio às empresas: crescer em um mercado cada vez mais competitivo.
De acordo com o especialista em gestão empresarial, Icaro Queiroz, o desenvolvimento econômico de Guarulhos exige mais do que abertura de vagas. “Quando uma cidade cresce, a concorrência também cresce. Não basta oferecer um bom produto ou serviço. Empresas que desejam se manter competitivas precisam investir em gestão, planejamento e desenvolvimento de pessoas. A diferença estará naquelas que conseguirem transformar esse cenário em desenvolvimento sustentável por meio da gestão”, afirma.
Com um dos maiores parques logísticos do Brasil, o maior aeroporto da América Latina, um setor industrial consolidado e um comércio em constante expansão, Guarulhos demanda profissionais em diferentes níveis de qualificação. Segundo Icaro, esse dinamismo econômico aumenta a necessidade de investimentos em capacitação e gestão de pessoas. “”Hoje, crescer não depende apenas de vender mais. Depende de formar equipes preparadas, desenvolver lideranças e criar ambientes capazes de manter talentos”, complementa.
Em quinto, Guarulhos gerou ao todo 5.827 vagas. O ranking paulista é liderado pela capital São Paulo (65.611) e as cidades de Osasco (20.446), Bauru (8.697) e Campinas (8.432).
A dificuldade de encontrar profissionais preparados pode impactar diretamente a produtividade, a inovação e a capacidade de expansão das empresas. O próximo passo, porém, passa menos pela criação de novas oportunidades e mais pela capacidade das empresas de estarem preparadas para aproveitá-las. “Guarulhos continuará atraindo investimentos e gerando oportunidades. Agora, o objetivo é fazer com que empresas e profissionais consigam evoluir juntos. Crescimento econômico também depende da capacidade de formar pessoas”, finaliza Queiroz.



























