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Voos são suspensos no aeroporto de Guarulhos após presença de drones

Reprodução/ Google Street View

A presença de drones no espaço aéreo próximo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos provocou uma suspensão temporária das operações na noite desta quarta-feira (19). Segundo informações do aeroporto, 10 voos tiveram as atividades interrompidas momentaneamente durante a ocorrência. A restrição afetou tanto pousos quanto decolagens e gerou impactos na programação de diversas aeronaves.

De acordo com as informações divulgadas, a paralisação operacional durou aproximadamente 20 minutos. No momento em que a medida foi adotada, havia uma aeronave aguardando autorização para realizar a decolagem. Ao todo, 23 aeronaves tiveram os voos afetados pela ocorrência e precisaram ter sua programação alterada, com parte delas sendo direcionada para outros aeroportos.

Entre os destinos utilizados para receber as aeronaves que tiveram a operação modificada esteve o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A transferência foi necessária enquanto as condições de segurança não permitiam a retomada normal dos pousos e das decolagens no aeroporto de Guarulhos.

Segundo a NAV Brasil, por volta das 22h15 não havia mais registros da presença de drones na área operacional do aeroporto. Com a ausência de novas ocorrências, as restrições foram retiradas e as operações de pouso e decolagem puderam ser retomadas ainda na noite de quarta-feira.

Em nota, a GRU Airport reforçou que a utilização de drones nas proximidades de aeroportos representa um risco para a segurança da aviação e para as pessoas que trabalham ou circulam nas áreas aeroportuárias. A concessionária destacou a necessidade de que as operações com aeronaves não tripuladas respeitem as regras estabelecidas pelas autoridades responsáveis pelo controle e pela segurança do espaço aéreo.

O episódio ocorre em um momento de mudanças na regulamentação brasileira para o uso de drones. Em julho, entraram em vigor novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que passaram a adotar um modelo regulatório baseado no risco de cada operação, substituindo o sistema anterior, que tinha como um dos principais critérios o peso das aeronaves não tripuladas.

Com a nova regulamentação, os drones passaram a ser classificados em três categorias: Aberta, Específica e Certificada. A classificação considera o nível de risco envolvido em cada tipo de operação e estabelece exigências diferentes para os usuários, buscando adequar as medidas de segurança à atividade realizada.

A mudança foi implementada em meio ao aumento de ocorrências envolvendo drones nas proximidades de aeroportos. Nos últimos anos, a presença desses equipamentos em áreas de circulação de aeronaves tem provocado interrupções temporárias em operações aeroportuárias, exigindo a adoção de medidas preventivas para evitar riscos de colisões e outros incidentes.

Segundo a Anac, o novo modelo também busca aproximar a regulamentação brasileira dos conceitos e padrões utilizados pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) e por outras autoridades aeronáuticas ao redor do mundo. A intenção é ampliar a integração do setor brasileiro de aviação não tripulada ao cenário internacional, mantendo critérios de segurança compatíveis com a operação de aeronaves em espaços compartilhados.

No caso registrado em Guarulhos, a suspensão foi encerrada depois que não foram identificados novos drones na área operacional. Apesar do período relativamente curto de interrupção, a ocorrência afetou a programação de 23 aeronaves e exigiu alterações nos voos, evidenciando o impacto que a presença de drones pode provocar na rotina de um dos aeroportos mais movimentados do país.