Homem preso por tentar estrangular esposa já matou policial militar em briga em bar de Guarulhos

Bruno Neves Leão, de 40 anos, foi preso neste domingo (18), após tentar estrangular a própria esposa, de 39 anos, durante uma discussão dentro da residência do casal. O homem já havia sido preso em 2018, acusado de matar o policial militar Kevin Timóteo da Silva, de 23 anos, durante uma briga em um bar de Guarulhos. A nova ocorrência foi registrada após vizinhos ouvirem gritos de socorro vindos do imóvel e acionarem a Polícia Militar. O caso ocorreu em Cuiabá.

Segundo as informações da ocorrência, os vizinhos ouviram a mulher gritar por ajuda e dizer que estava sendo ameaçada de morte pelo marido. Um policial militar que mora nas proximidades também escutou os pedidos de socorro e foi até a residência para verificar a situação.

Ao chegar ao local, o militar encontrou as portas e as janelas trancadas. Diante da situação, ele precisou arrombar a entrada para acessar o imóvel. No interior da casa, flagrou Bruno sobre a esposa, estrangulando-a. O policial conseguiu conter o suspeito e efetuar a prisão.

A mulher recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Regional. De acordo com as informações divulgadas, ela apresentava lesões no pescoço, nos braços e no peito. Apesar dos ferimentos, a vítima passa bem.

Após a prisão, Bruno foi conduzido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a ocorrência foi apresentada para as providências cabíveis.

Histórico de homicídio em Guarulhos

O caso voltou a chamar a atenção pelo histórico criminal atribuído ao suspeito. Em 2018, Bruno foi preso após a morte do policial militar Kevin Timóteo da Silva, de 23 anos, durante uma discussão em um bar de Guarulhos.

Na ocasião, os dois teriam se desentendido e trocado socos. Durante a briga, o policial teria sacado uma arma de fogo, mas Bruno conseguiu desarmá-lo e efetuou um disparo que atingiu o peito do militar.

Após o tiro, o suspeito fugiu do estabelecimento, mas foi localizado e preso horas depois. Bruno foi denunciado por homicídio qualificado em razão da morte do policial.

Até o momento, não há informações atualizadas sobre o andamento desse processo judicial. Também não foram divulgados detalhes sobre eventuais medidas judiciais relacionadas à nova ocorrência de violência doméstica.