Covid-19: Sem deixar a preocupação econômica de lado, ACE e Sincomércio aprovam retomada com protocolos

De acordo com decreto municipal, estabelecimentos comerciais podem funcionar até ás 15h - Crédito: Ivanildo Porto

Antônio Boaventura
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Após muita discussão com as entidades que representam os comerciantes, o prefeito Guti (PSD) autorizou a reabertura do comércio no município no último dia 10 com regras de funcionamento, higiene e segurança para que possam minimizar os efeitos provocados pela pandemia do Covid-19. Sílvio Alves, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Guarulhos (SP), e Reginaldo Sena, mandatário do Sincomércio de Guarulhos (SP), aprovaram as medidas estabelecidas e acreditam na possibilidade de manutenção dos pontos comerciais e dos empregos que estes geram na cidade.

“Estamos acompanhando a reabertura do comércio em Guarulhos (SP) com atenção especial à conscientização dos lojistas sobre a importância de se obedecer os protocolos de higiene e prevenção. Mais importante do que reabrir é manter funcionando. E, para isso, precisamos mostrar que o comércio não é um vetor de contaminação. Que podemos trabalhar com todos os cuidados necessários para manter colaboradores e clientes sadios”, explicou Sílvio Alves, presidente da ACE Guarulhos.

Alves também ressaltou que o resultado nestes dias de reabertura do comércio ficaram abaixo da expectativa. O mesmo destacou que esperava um índice considerável de pessoas circulando nos principais centros comerciais da cidade. “Sobre as perspectivas, elas não são animadoras do ponto de vista de resultado, já que o movimento caiu bastante. E mesmo com a reabertura, a circulação de pessoas ficou abaixo do que imaginávamos”, declarou.

Em contrapartida, Reginaldo Sena, presidente do Sincomércio, entende que as medidas adotadas pelo prefeito Guti (PSD) foram corretas e necessárias para que os comerciantes possam reunir condições de, pelo menos, arcar com as contas básicas como aluguel, fornecedores e salários de seus funcionários. Ele ressalta que não se pode responsabilizar o comércio pelo alta no número de casos confirmados e tampouco pelas mortes ocasionadas pelo Covid-19.

“Nós não vamos jogar a responsabilidade ao comércio aberto pelo fato da curva subir. O problema do comércio é que ele coloca mais gente na rua, que mesmo com o comércio fechado o gráfico só subiu. O que a Prefeitura fez era o que tinha de fazer e não podia ter feito diferente e o prefeito está fazendo a lição de casa. Preocupação de pagar as contas e preservar a saúde dos clientes e de seus empregados. Cliente doente não compra e empregado doente não trabalha”, disse Sena.

No período entre os dias 08 e 19 de junho, a cidade de Guarulhos (SP) registrou um aumento de 45% no número de mortes [de 325 para 471] por Covid-19 e 33% nos casos confirmados da doença, que passou de 3.986 para 5.492 neste dias. Contudo, a taxa de isolamento social neste 15 dias ficou entre 43% e 45% de sua população, composta por aproximadamente 1,4 milhão de habitantes.