Prefeitura gasta quase R$ 300 mil para evitar novos deslizamentos no aterro

Antônio Boaventura

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Mesmo ainda sem a conclusão do laudo pericial que deve indicar as causas do deslizamento de terra ocorrido no aterro sanitário do Cabuçu em dezembro do ano passado, a prefeitura gastou quase R$ 300 mil, em caráter de emergência, com a aquisição de equipamentos para ampliar a segurança da área.

De acordo com informações obtidas pelo HOJE, o piezômetro e o inclinômetro, equipamentos contratados pela prefeitura, têm como finalidade passar as informações necessárias para detectar a possibilidade de ruptura de alguma área do aterro, além de medir o nível de chorume e o nível dos gases existente sobre a massa de resíduos do local.

Em meio a este processo de implantação dos equipamentos, o governo municipal está promovendo uma remodelação do aterro sanitário. Para esta iniciativa, a administração pública contratou a Cepollina Engenheiros Consultores sob um custo de R$ 174 mil. Entretanto, a reportagem apurou que esta proposta não tem data definida para a conclusão do projeto.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) solicitou a retirada do material que está fora da área de proteção, medida que ainda não foi atendida pela municipalidade. Isso por que a administração aguarda a conclusão do laudo pericial.

As fontes consultadas pela reportagem afirmam que para evitar novas erosões e aliviar a carga do aterro é necessário refazer a geometria do aterro sanitário, que está próximo de seu esgotamento e que pode piorar suas condições no período de chuvas.

A prefeitura, que optou por não se manifestar sobre o assunto, comprou o ativo em dezembro de 2016, na gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida, agora no PDT, da Quitaúna Serviços pelo valor aproximado de R$ 35 milhões. No entanto, o valor sacramentado foi o de R$ 3,4 milhões pela área de 413 mil metros quadrados.

Foto: Ivanildo Porto