Funcionários da Furp Guarulhos defendem o fechamento da unidade de Américo Brasiliense

Antônio Boaventura

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A 22 dias do encerramento dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que investiga possíveis irregularidades na gestão da empresa Fundação para o Remédio Popular (Furp), funcionários da fábrica instalada em Guarulhos querem o fechamento da unidade de Américo Brasiliense e maiores investimentos na unidade guarulhense.

A construção da fábrica no interior paulista custou aos cofres do Governo do Estado a quantia de R$ 124 milhões entre os anos de 2005 e 2009. A CPI investiga a possibilidade da existência do pagamento extra de quase R$ 22 milhões neste processo à construtora Camargo Corrêa, que esteve envolvida na operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal. Um protesto dos funcionários da Furp está marcado para acontecer na próxima quinta-feira (24), na Alesp.

“A melhor solução seria o fechamento da fábrica de Américo Brasiliense e repatriar todo valor investido pra Guarulhos. E a parte estrutural, o governo faça o que bem entender. A demanda de medicamentos se trabalharem conforme a capacidade que temos, atende a demanda do estado. Nossa capacidade de trabalho e pelo número de funcionários é de 2,5 bilhões de unidades farmacêuticas”, disse Alexsander Rodrigues, auxiliar de almoxarifado.

Atualmente, a fábrica é administrada em regime de Parceria Público-Privado (PPP) e opera com 75% de inatividade. A Furp acumula um total de R$ 100 milhões em dívidas, a maior parte devido a um acordo assinado com a Concessionária Paulista de Medicamentos (CPM), contratada para administrar a fábrica de Américo Brasiliense. O parque fabril de Guarulhos é responsável por pouco mais de 1,3% da dívida da empresa pública. Ou seja, mais de R$ 1 milhão.

O contrato firmado em 2013 relata que a CPM investiria R$130 milhões nos cinco primeiros anos dos 15 de concessão e produziria 96 tipos de medicamentos para serem distribuídos na rede pública. Mas, segundo o governo, a CPM só realizou metade dos investimentos e produz apenas 13 dos 96 medicamentos previstos.

Foto: Ivanildo Porto