Economia: Invepar desiste de vender participação no Aeroporto de Guarulhos

São Paulo, 12 de março de 2013. FAQUINI - SOBREVOO Sobrevoo pelas principais obras na cidade visando a copa do mundo. Fotógrafo: Juvenal Pereira

Da Redação
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A Invepar não tem mais planos de vender sua participação no aeroporto de Guarulhos (SP) e espera acertar ainda neste ano com o governo federal um acordo de reequilíbrio do contrato de concessão que poderia gerar um desconto de 600 milhões a 800 milhões de reais no valor de outorga devida neste ano, disse o vice-presidente financeiro da empresa, Enio Stein. Assim como todo o setor aéreo e de turismo mundial, o terminal de Guarulhos foi duramente impactado pela pandemia de coronavírus.

Stein afirmou que Guarulhos chegou a operar com apenas 5% de sua capacidade na área internacional e apenas 10% nas operações domésticas no auge das medidas de isolamento social, entre março e abril. Nos últimos meses, no entanto, houve uma melhora no movimento de operações e passageiros, mas o aeroporto ainda opera com cerca de metade da capacidade, disse o executivo. Antes da Covid-19, a estimativa era que Guarulhos poderia atingir um fluxo de 45 milhões de passageiros neste ano, mas projeções atualizadas da Invepar apontam para algo em torno de 20 milhões.

A outorga anual de Guarulhos é de 1,2 bilhão de reais. O ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas, já afirmou por diversas ocasiões neste ano que o governo pretende renegociar os termos de concessões por conta da pandemia apenas dos contratos que não apresentem problemas anteriores à epidemia.

“A ideia em discussão é compensar uma parte de passageiros perdidos com a redução da outorga. A ordem de grandeza é de 600 milhões a 800 milhões de reais. É como se fosse desconto”, disse Stein sobre as negociações com o governo. A concessão de Guarulhos vai até 2032.

A venda do terminal de Guarulhos chegou a entrar no radar da Invepar antes da pandemia, mas a ideia perdeu força, diante dos impactos na demanda futura de passageiros e incertezas geradas pela pandemia. “A ideia de vender morreu…o que dificulta fazer uma venda é o nível de incerteza no mercado muito elevado. Acho difícil alguém chegar com um cheque; mas parcerias, modelos conjuntos são propícios”, concluiu.