Prefeitura leva palestra sobre combate ao machismo na Fundação Casa

Foto: Divulgação/PMG

Na última sexta-feira (11) a Prefeitura, por meio da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, visitou a unidade de Guarulhos da Fundação Casa para levar informação e conhecimento em relação às pautas de combate ao machismo, à misoginia e a relacionamentos abusivos para a formação cidadã dos internos. O objetivo foi alertar as novas gerações de homens para uma prática social saudável, tolerante e respeitosa, que é um alicerce para a diminuição do machismo estrutural ainda vivenciado pela sociedade.

O diretor da Pasta e professor Tiago Ortaet conversou com os jovens usando referências da cultura popular e apresentou problematizações frente aos temas que envolvem os direitos humanos, por exemplo, a masculinidade tóxica que oprime as mulheres em diferentes esferas do nosso cotidiano. “É essencial atuar sobre políticas para as mulheres, principalmente com homens (adolescentes), para que a reflexão individual e coletiva sobre o comportamento masculino seja uma rotina e traga um impacto ainda maior no alcance de nossas campanhas socioeducativas”, afirmou.

Para a subsecretária de Política para as Mulheres, Verinha Souza, abranger diferentes espaços da sociedade levando os temas de direitos da mulher corrobora a proposta da pasta. “Esses jovens em breve estarão em liberdade e precisam ter a consciência sobre o problema e saber tratar uma mulher em todos os seus direitos. Todos eles têm relação direta com mulheres de suas vidas e poderão ser agentes multiplicadores de respeito e dignidade”, refletiu.

Os internos receberam exemplares do livro Eleutérias – Mulheres que Romperam o Ciclo de Violência, lançado pela Prefeitura em agosto de 2021 e que conta histórias de mulheres que sofreram diversos tipos de abusos, tanto físicos como psicológicos, mas que conseguiram deixar o ciclo de violência.

De acordo com Ricardo Wagner, diretor da unidade Guarulhos da Fundação Casa, muitos dos jovens que estão em restrição de liberdade já presenciaram cenas de violência doméstica dentro de casa. “Isso gera repulsa em alguns, mas outros reproduzem esses atos. Precisamos cortar esse mal pela raiz, ensinando e discutindo sobre o quão prejudicial é a violência”, afirmou. Ele acredita que a ressocialização desses jovens requer muita escuta e atenção.

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