Não se sabe ao certo com qual objetivo, mas neste mês um passageiro tentou embarcar em um avião no Aeroporto Internacional de Guarulhos portando um peso de academia. Outro foi flagrado com uma raquete elétrica de matar mosquito, dessas que se compram em camelôs, e, um terceiro, com um rolo de macarrão feito de madeira.

Na semana em que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) implementou normas mais rígidas de inspeção de bagagens e de passageiros nos aeroportos brasileiros, a reportagem teve acesso a uma lista de itens inusitados que já foram retidos em alguns aeroportos brasileiros, por apresentarem uma ameaça.

O pente fino ocorre logo antes da sala de embarque, onde o passageiro é obrigado a passar por um detector de metal e sua bagagem de mão, por um aparelho de raio-X. Segundo as novas regras para voos domésticos, um agente de segurança pode inspecionar a mala de mão e solicitar a retirada de eletrônicos que prejudiquem a visualização da bagagem no raio-X.

Nessa hora, qualquer item que possa ser uma ameaça deve ser retido. Entre eles estão explosivos, líquidos inflamáveis e armas brancas. Também são proibidos materiais pontiagudos ou cortantes com lâmina maior de 6 cm. Estiletes estão entre os itens mais apreendidos nos aeroportos brasileiros, ao lado de tesouras. Mas, certa vez, um passageiro teve que se desfazer de seu cinto, pois a sua fivela era um soco inglês e foi considerada uma arma branca.

Quando há indícios de crimes, os casos são encaminhados e investigados pela Polícia Federal. Já os itens apreendidos, que não são ilícitos, costumam ser armazenados pelos aeroportos e incinerados após alguns meses.

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