Câmara realizará sessões extraordinárias para fixar salário do novo prefeito

Após quase duas semanas sem realizar sessões, devido a ocupação do plenário por estudantes protestando contra a PEC 241 e a Medida Provisória 746, de reforma do Ensino Médio, a Câmara realizará sessões extraordinárias na próxima terça-feira (8) para a votação dos Projetos de Lei que estão travados na pauta.
Dentre eles, está o PL que fixa o subsídio do próximo prefeito e do primeiro escalão do governo. Segundo a proposta, o recém-eleito chefe do Executivo, Guti (PSB), terá um rendimento mensal no valor total de R$ 24.524,30. Já Alexandre Zeitune (Rede), vice-prefeito, terá um subsídio mensal de R$ 14.840,83 – mesmo valor que será pago aos secretários municipais e coordenadores. Já os secretários-adjuntos receberão R$ 14.840,83.

Ontem mais de 100 itens foram deliberados ao longo do Grande Expediente. No entanto, após o início da Ordem do Dia os trabalhos foram encerrados devido à ausência dos vereadores. Durante a sessão, os parlamentares repercutiram sobre os 11 dias em que a Câmara ficou ocupada pelos estudantes.
Laércio Sandes (DEM), que na ocasião presidia os trabalhos, cobrou uma postura dos demais vereadores. “Os mesmos colegas agiram para que a GCM não entrasse no plenário. Muitos ficaram aqui com auxílio de vereadores e tentaram crucificar o presidente em exercício. O corpo da Casa não se manifestou, só ficaram pedindo para encerrar os trabalhos. A responsabilidade não é só do presidente, mas de todos os 34 vereadores”, destacou.

Já Edmilson Souza (PT) legitimou a manifestação dos alunos. Este vereador esteve todos os dias sendo solidário, em concordância com a pauta que apresentavam. Não poderíamos permitir que houvesse truculência e violência contra os estudantes que aqui estavam. Dialogamos o tempo inteiro com o presidente”, disse.

Reportagem: Rosana Ibanez
Foto: Ivanildo Porto