Nesta terça-feira (8), Padilha não deu um prazo para o envio da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da Previdência ao Congresso Nacional. Ele afirmou que o presidente Michel Temer definirá a data. “Ele já disse que manda neste ano” afirmou.

No início de setembro, o presidente havia decidido apresentar o projeto antes das eleições municipais deste ano. Depois, voltou atrás e afirmou que enviaria a proposta só depois das eleições.
Nesse cenário, segundo Padilha, existe a possibilidade de a reforma ser aprovada em comissão ainda neste ano. “Já seria um bom primeiro passo”, disse. “O Congresso, o senador Renan e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estão conversando, fazendo avaliação de calendário para que a gente tenha certeza de que aprove ela [a reforma da Previdência] no primeiro semestre do ano que vem”.

Padilha voltou a dizer que a reforma da Previdência é necessária para assegurar que o país continue tendo Previdência. Ele participou de congresso da Fundação Ulysses Guimarães, em Brasília, e disse que o PMDB está “absolutamente unido” em torno da reforma da Previdência.
No mesmo evento, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que os adversários do partido dirão que o governo está retirando direitos e que a legenda deverá defender a ideia de que está salvando o país, após mencionar a proposta que estabelece um teto para os gastos públicos e a reforma previdenciária.

“Os nossos adversários vão dizer que estamos tirando direitos, que eles sucumbiram no Brasil, e nós temos que dizer que nosso partido está salvando o Brasil, salvando o futuro. […] temos que estar mobilizados, unidos, e falando a mesma linguagem”, disse.

LAÍS ALEGRETTI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
Foto: Ivanildo Porto

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