Vereadoras defendem comitê feminino apartidário para as próximas eleições na cidade

A participação feminina nesta atual legislatura é superior em 100% a anterior. No entanto, este índice representa apenas 12% dos 34 lugares destinados para ocupação dos cargos de representação pública no parlamento guarulhense. Vereadoras eleitas no último pleito eleitoral, Carol Ribeiro (PMDB), Genilda Bernardes (PT), Janete Pietá (PT) e Sandra Gileno (PSL) esperam que o ingresso da mulher na política possa crescer nas próximas eleições.

“Nós queremos lançar um comitê feminino apartidário independente da legenda para que as mulheres possam aumentar sua participação. E não somente ficar presa à cota que o partido precisa preencher”, disse a vereadora Carol Ribeiro.

Em contrapartida, a ex-deputada federal Janete Pietá acredita que a atribuição de determinadas ocupações na sociedade, que são classificadas como de exclusividade do homem, seja um dos motivos pela baixa representatividade da mulher na política.
“Um dos motivos é a questão de termos uma sociedade machista e pouco tempo do voto feminino. Nós temos que mudar a cultura de que lugar da mulher é somente na cozinha. Lugar de mulher é em todos os lugares, inclusive, na política”, explicou Janete.

Já Genilda Bernardes defendeu a postura e comportamento da mulher no exercício de cargos públicos. “Se olharmos para os dados estatísticos em relação ao nível de integridade e honestidade na política, a mulher está na frente disparadamente em relação ao homem. Nós temos a obrigação de dar exemplo por termos a representação da mulher na política, além de defender os nossos direitos”.

Além de Genilda, que também ocupou o cargo de secretária de Assistência Social durante o governo do ex-prefeito Sebastião Almeida, a Casa de Leis contou na legislatura anterior com a ex-vereadora Verinha Souza. Uma das quatro representantes feminina no Legislativo, Sandra Gileno faz um apelo para que o ingresso da mulher na política seja mais valorizado.

“Além de representar o município, nós damos conta do nosso marido e dos nossos maridos. A mulher é guerreira. Quando ela pega algo para fazer nada impede. A mulher precisa acreditar nela mesmo”, concluiu.

Reportagem: Antônio Boaventura
Foto: Ivanildo Porto