Na madrugada desta última quarta-feira (28), após uma discussão e agressão, Robson Eduardo, 43, teria ateado fogo na ex-mulher, Camila Lopes Santana, 24, na rua Alhandra, no Jardim São João, na altura do número 47. Segundo a família, o casal ficou junto por quatro anos, porém, já estavam separados há dois meses, e Eduardo não aceitava a situação.

“Ele a chamou aos gritos no portão da residência, visivelmente alterado, e para não chamar a atenção dos vizinhos ela foi até ele, e aí começou a discussão e agressão”, afirmou o cunhado da vítima Clayton Rogereo, 30, supervisor de segurança, revelando que após a agressão, Camila teria caído no chão, e Eduardo teria pegado um galão de gasolina da moto e após acender o isqueiro, teria jogado na mulher, porém, o fogo acabou respingando nele também, que teve queimaduras de segundo grau, segundo versão da família.

A jovem que trabalha como atendente em uma autoescola, teve o corpo todo praticamente queimado, entre costas, peito, cabelo e rosto, apenas as pernas não foram queimadas. “ Ela está totalmente irreconhecível, perdeu o cabelo, e somente as pernas foram as partes pouco atingidas”, disse o cunhado.
Os dois foram casados por quase quatro anos, e tem uma filha de apenas dois anos. A família da vítima alega Eduardo sempre agrediu verbalmente a vítima, que teria registrada já boletim de ocorrência, alegando diversas agressões, além da possibilidade de Eduardo ser usuário de drogas.

Camila foi internada no Hospital Geral de Guarulhos (HGG), porém, como o hospital não possui a ala de queimados, nesta quinta-feira (29), a família confirmou que a jovem foi transferido para o Hospital Irmãos Penteado, localizado em Campinas, e segue internada em estado grave.

A reportagem do HOJE entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), afirmou que o suspeito segue hospitalizado no Hospital Pimentas, com escolta policial. “O autor foi autuado em flagrante e está hospitalizado sob escolta policial. O caso é investigado por meio de inquérito. Cabe esclarecer que a vítima registrou um boletim de ocorrência contra o autor, em julho de 2015, no qual relatou ter sido agredida outras vezes. Orientada quanto à possibilidade de serem solicitadas medidas protetivas, a vítima negou. O caso foi entregue à Justiça”.

Reportagem: Ulisses Carvalho
ulissescarvalho@grupomgcom.com.br

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