Sessão da Câmara é encerrada e confusão no Centro deixa cinco pessoas feridas

Após o encerramento da sessão da Câmara Municipal de Guarulhos, por volta das 15h30, sem a votação do projeto de lei Escola sem Partido, do vereador Laércio Sandes (DEM), o Movimento Brasil Livre de Guarulhos (MBL), favorável ao projeto e um grupo contrário, tiveram que sair escoltados por portões diferentes pela Guarda Civil Municipal (GCM), da Câmara, porém, a confusão entre os dois grupos teria começado na rua Luiz Faccini, na região central.

O confronto teria ocorrido com troca de agressões e até apedrejamento, com a GCM intervindo e utilizando bombas de efeito moral e bala de borracha para tentar dispersar a confusão, porém, cinco pessoas teriam ficado feridas, de acordo com a vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Genilda Bernardes. “Que a gente sabe que está no hospital são cinco pessoas, inclusive um transeunte e uma adolescente que levou pontos na cabeça”, afirmou a vereadora.

Entre os feridos, todos teriam sido encaminhados para hospitais pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), inclusive um idoso de 68 anos, que teria sido atingido por uma bomba de efeito moral na perna. Diante de toda a confusão e com pessoas feridas, os vereadores do PT,  Maurício Brinquinho, Genilda Bernardes, Edmilson Souza e o deputado estadual Alencar Santana, lideraram uma passeata pela avenida Salgado Filho, e se reuniram com o secretário de segurança Pública de Guarulhos, Gilvan Passos, com o objetivo de cobrar explicações sobre a ação da GCM.

“O secretario nos atendeu com muito respeito, pedindo desculpa pelo ocorrido e dizendo que vai tomar as providências. Ele chamou o corregedor, e iremos aguardar o desenrolar destes fatos”, afirmou a vereadora Genilda, destacando que um boletim de ocorrência foi realizado no 1° Distrito Policial.

Diante da mobilização dos vereadores para conversar com o secretário, parte da avenida Salgado Filho, no sentido Centro ficou fechada por dois ônibus municipais. Já a Secretaria para Assuntos de Segurança Pública, afirmou que diante do tumulto que teria sido causado entre apoiadores e pessoas contrárias ao projeto, teve que realizar a intervenção. “A GCM interveio com uso de gás de pimenta, a fim de evitar confronto maior entre os manifestantes e garantir a segurança das pessoas no entorno da Câmara Municipal”.

Reportagem: Ulisses Carvalho

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Foto: Ivanildo Porto