Apesar de afetar outros setores que dependem diretamente da distribuição de bens e produtos pelo modal rodoviário como os alimentos, muitos consumidores concentraram seus esforços na aquisição de combustível para seus respectivos veículos nesses dez dias de paralisação das atividades realizadas por caminhões. Nos postos de combustíveis da cidade, o insumo durou pouco de 4 horas nas bombas.

Entretanto, o abastecimento destes estabelecimentos comerciais está ocorrendo de forma tímida. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o município conta com 163 postos autorizados para comercialização de combustíveis. E para não serem pegos de surpresa, muitos motoristas optam por encher o tanque de seus carros ou motos, porém, esbarram na política de limite máximo de compra adotada nos pontos de venda.

“Não tem outro jeito e preciso do carro para trabalhar. E sei que cada posto tem um valor diferente do outro e nem sei quanto vou pagar aqui. Nos outros postos que passei não tinha como parar e por isso parei aqui”, declarou o empresário Ivair Ribeiro, 52, que ficou cerca de 50 minutos aguardando atendimento. O valor praticado naquele local para o etanol era de R$ 2,79 e a gasolina comum de R$ 4,99 o litro.

Também é possível encontrar nas filas formadas para abastecimento quem esteja apoiando o movimento iniciado pelos caminhoneiros na última segunda-feira (21). Nesta iniciativa, eles pedem a redução do preço dos combustíveis, que segundo os mesmos, está fora da realidade e impraticável para a realização de suas respectivas atividades profissionais.

“Na verdade eu não andei muito atrás de combustível por que estou a favor dos caminhoneiros e entendo que eles estão com a razão. Eu só vim abastecer por que trabalho a noite e não tenho horário para entrar e sair. Mas, se tivesse ônibus nas ruas eu iria de ônibus normalmente”, disse a técnica em enfermagem Jaqueline Aguiar, 33 anos.

Antônio Boaventura

antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br

Foto: Ivanildo Porto

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