Reportagem: Ulisses Carvalho

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Na tarde desta quarta-feira (15), às 12h30, duas crianças do sexo feminino com idades de três e oito anos foram encontradas mortas por uma vizinha em um apartamento de um condomínio localizado na rua Brasília, n° 78, no bairro da Vila Carmela. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito de cometer o crime é o pai da menina de três anos, Clayton Almeida de Jesus, 35, açougueiro.

O HOJE apurou que as duas crianças teriam sido mortas por asfixia, porém, somente o exame necroscópico irá indicar a causa da morte. Segundo um agente da Guarda Civil Municipal (GCM), que preferiu não se identificar, as vítimas foram encontradas na cama do quarto do casal já sem vida, deitadas juntas e com um bilhete que teria sido deixado por Jesus.

O suspeito teria enviado um áudio para a mulher, Priscila Tavares, de acordo com a polícia, no qual estaria alegando que matou a própria filha e a enteada, após a mulher ter confessado uma traição. O casal morava no segundo andar no bloco A2 do condomínio, e de acordo com moradores, os dois não demonstravam sinais de briga e teriam se mudado há pouco tempo para o condomínio.

A ocorrência foi atendida pela GCM e a perícia foi realizada no local às 16h. O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) recolheu o corpo das crianças às 17h10. “Era uma menina muito amorosa, adorava brincar e não gostava quando o Elias queria leva-la de volta para a casa, mas ela nunca revelou detalhes do que estava acontecendo”, afirmou o tio da menina de oito anos, Gicelho João, que trabalha como segurança.

Polícia Civil realiza buscas para localizar o suspeito

De acordo com a nota enviada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o caso até o fechamento desta edição, ainda estava sendo registrado no 7° Distrito Policial, localizado no bairro do Jardim São João e Jesus ainda continua foragido. “A equipe policial, em conjunto com Setor de Homicídios, está em diligências para localizar o suspeito”, informou a SSP.

“Conversei ontem com minha filha às 23h40 e ela me disse papai te amo muito, e hoje, quando estava para almoçar, recebi essa notícia ruim”, revelou o pai da menina de oito anos, Elias Luiz da Silva, 37, que trabalha como auxiliar de rampa no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, e está separado de Priscila há mais de cinco anos.

Quando a reportagem chegou ao local do crime, o prefeito Guti (PSB), estava saindo, e de acordo com a administração municipal, o objetivo da visita foi prestar solidariedade para a família. “O prefeito Guti foi se solidarizar com a família nesta tragédia, bem como acompanhar o trabalho da GCM no local e colocar as forças de segurança do município em atenção para ajudar a proteger os familiares ameaçados pelo criminoso”.

Foto: Ivanildo Porto

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