Reportagem: Ulisses Carvalho

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Com um número de 1.000 moradores em situação de rua e 736 vagas no Serviço de Acolhimento Institucional, Guarulhos não tem capacidade para atender toda essa demanda neste inverno. Os dados mencionados foram divulgados pela própria administração municipal que dispõe de quatro unidades para realizar esse serviço aos moradores.

Dessas quatro unidades, uma é destinada para o público feminino, localizada no Jardim Presidente Dutra e também tem a Casa de Passagem, destinada para mulheres e crianças .As outras são todas voltadas para o público adulto masculino e estão localizadas no bairro do Taboão, Residencial Bambi e Ponte Grande. Além desse serviço, também existem os centros especializados em atendimento à população de rua, que são o Centro Pop, SePop e Seapop.

Somente a operação inverno realizada pela prefeitura neste ano, já recebeu 200 ligações. Mesmo com a falta de mais vagas para o acolhimento, a prefeitura afirma que existem casos de que os moradores não aceitam a ajuda. “Apesar do número de pessoas em situação de rua ser maior que a quantidade de vagas de acolhimento institucional, hoje oferecemos no município vagas de pernoite para que toda a demanda reprimida seja alcançada. Salientamos ainda que menos de 30% da população aceita o acolhimento ou o encaminhamento para os demais serviços públicos”.

De acordo com o governo, o serviço de acolhimento institucional é realizado 24h, com alimentação, higiene pessoal, atendimento psicossocial e também dependendo do atendido e da disponibilidade de serviço, é oferecido o recâmbio para a cidade de origem. A média de moradores que aceitam abrigo nessas unidades é de 20 pessoas por dia, segundo a prefeitura.

A menor temperatura registrada na cidade até o momento foi 4°C entre os dias 6 e 7 deste mês (sábado e domingo). A administração municipal informou também que no inicio do mês também houve um caso de hipotermia na rua João Gonçalves, na região central, onde a equipe de atendimento especializado em abordagem social, encaminhou o indivíduo para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Paulista.

“O albergue hoje tem a mesma estrutura da década de 1940”, diz padre da Pastoral de Rua da Arquidiocese

Em entrevista ao HOJE, o padre Júlio Lancelotti, 70, responsável pela Pastoral de Rua da Arquidiocese de São Paulo, afirmou ser contra os albergues, atualmente denominado como serviço de acolhimento institucional. “O albergue hoje tem a mesma estrutura da década de 1940. Ele não gera autonomia ao morador em situação de rua”, afirmou.

Lancelotti destacou que a solução para esse caso passa a ser uma questão de habitação social. Questionado pela reportagem sobre a prefeitura afirmar que muitos moradores em situação de rua não aceitam ser encaminhados para os ‘albergues’, o padre se mostra insatisfeito com o poder público. “É uma bela desculpa, as pessoas não vão porque não se sentem acolhidas, é uma resposta imposta e não construída”, concluiu.

Confira o endereço das unidades em Guarulhos:
-Serviço de Acolhimento Institucional Adulto Masculino – Taboão
Rua Adolfo Noronha, 49 – Taboão
– Serviço de Acolhimento Institucional Adulto Masculino – Residencial Bambi
Rua Gerânio, 355 – Parque Residencial Bambi
 -Serviço de Acolhimento Institucional Adulto Masculino – Beato João Marinoni
Rua Isabel Spina Perella, 460 – Ponte Grande
Serviço de Acolhimento Institucional Adulto Feminino e Casa de Passagem
Rua Itapicuru, 320 – Jardim Presidente Dutra

*Além disso, a Prefeitura conta os Centros Especializados em Atendimento à População de Rua: Centro Pop, SePop e Seapop.Cada um dos equipamentos consegue atender até 80 pessoas em situação de rua, por dia.

Centro Pop – Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua – Vila Progresso
Rua Salvador Gorgone, 3 – Vila Progresso
SePop – Serviço Especializado para a População em Situação de Rua – Bom Samaritano
Rua Isabel Spina Perella, 460 – Ponte Grande
Seapop – Serviço Especializado em Atendimento à Pessoa em Situação de Rua
Rua José Bernardo de Medeiros, 144 – Jardim Santa Francisca

Foto: Ivanildo Porto

1 COMENTÁRIO

  1. E só acabar com cargos fantasmas na Câmara que sobra $$ pra isso..trabalhei no ano de uma e sei como é,o que eles esbanja ,falta p cuidar dos moradores de rua

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