Obra de creche parada no Parque Cecap vira ponto de crimes

Reportagem: Ulisses Carvalho

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Com as obras paradas da creche do Parque Cecap desde março de 2017,que está localizada na entre rua Bela Vista de Goiás e Alameda das Magnólias, no Parque Cecap, o local virou ponto de crimes, e já teve até o corpo de uma mulher encontrado, além da presença de usuários de drogas e também da situação de abandono em torno da estrutura que tem parte pichada e  mato alto.

Na tarde de terça-feira (17), houve um incêndio dentro da parte da obra abandonada, não houve feridos, e por volta das 17h30, o Corpo de Bombeiros já havia controlado o fogo. O HOJE compareceu nesta quarta-feira (18) ao local, que estava com o mato em torno da estrutura da creche todo queimado.

Em janeiro deste ano, um corpo de uma mulher que não foi identificada, foi encontrado carbonizado dentro da obra. Parte do corpo que não estaria queimada, já estaria em estado de putrefação. O caso foi registrado no 3° Distrito Policial e segue sendo investigado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Guarulhos (SHPP), porém, até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Sobre a situação de abandono da creche,  a administração municipal informou em nota que são realizadas vistorias, limpeza constante e rondas permanentes da Guarda Civil Municipal (GCM). A prefeitura também revelou que foram concluídas duas novas creches/pré-escolas, com previsão de conclusão de mais duas obras ainda neste ano.

Prefeitura já gastou mais de R$ 7 milhões com a obra

Em nota, a prefeitura afirmou que já foi pago R$ 7. 177.090, 46 milhões na obra, e que o orçamento estimado para a retomada e conclusão é de R$ 5.598.149, 90 milhões. O governo ainda afirmou que a estrutura existente será reaproveitada e quando concluída, terá capacidade para atender até 690 crianças em idade de creche e pré-escola.

“O contrato nº 005901/2014-DCC, firmado com a empresa Tumi Construções e Empreendimentos Ltda., responsável pelas obras citadas foi rescindido em 09/06/2017 por meio do Termo de Rescisão de Contrato 029/2017-DLC motivado por inadimplemento contratual”, revelou em nota a prefeitura.

A empresa, de acordo com a administração municipal paralisou as obras em março de 2017, retirando a equipe de segurança e vigilância, alegando falta de pagamento. “Após a rescisão do contrato, foram realizados levantamentos e análises, sendo necessária a elaboração de projetos de drenagem devido à grande umidade do solo da área. Encontra-se em andamento o processo de licitação com o objetivo de contratação de empresa para retomada da execução e conclusão da obra, com previsão de início no quarto trimestre de 2019”, informou a prefeitura.

Foto: Ivanildo Porto