Política: Eduardo Barreto aciona judiciário para barrar aumento proposto pela Sabesp nas contas de água

Eduardo Barreto (PROS) tenta impedir na Justiça que a Sabesp possa reajustar as contas de água em até 70% - Crédito: Divulgação

Antônio Boaventura
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O vereador Eduardo Barreto (PROS) acionou o Poder Judiciário para tentar impedir que a Sabesp possa colocar em prática a nova tarifa de valores na cobrança do consumo de água no município de Guarulhos (SP). A empresa de capital misto, que substitui o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), desde janeiro do ano anterior, no fornecimento de água, tem a autorização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do São Paulo (Arsesp) para reajustar as contas em 70% do valor atual.

Diante deste cenário, o vereador Eduardo Barreto, que trocou o PCdoB pelo PROS, entrou com um mandado de segurança para que o Poder Judiciário possa intervir nesta política proposta pela Sabesp, que conta com o respaldo da Arsesp. A proposta do respectivo parlamentar consiste na suspensão da cobrança das contas pelo período que durar a pandemia, além de rever o percentual de aumento proposto pela empresa de capital misto que pode chegar à até 70%.

“A Arsesp autorizou um aumento de 12% a 70% e está na contra mão de tudo aquilo que estamos vivendo. Entramos com mandado de segurança para barrar esse aumento. O momento pelo qual estamos passando, terão um aumento significativo por conta do uso de água para combater o Coronavírus lavando as mãos com água e sabão”, justificou o vereador Eduardo Barreto.

De acordo com informações obtidas pelo Hoje, a Sabesp tem como objetivo igualar ou aproximar a tarifa praticada em outros municípios que também conta com a gestão dela no abastecimento de água. Por conta dos transtornos econômicos causados pela pandemia de Covid-19, o prefeito Guti (PSD) solicitou à empresa de capital misto a suspensão da cobrança por um período mínimo de três meses. No entanto, a proposta do chefe do Poder Executivo guarulhense foi prontamente rejeitada.

“Sem contar também, o desemprego que há neste momento. E com isso, as pessoas não conseguem ter renda para pagar suas contas. Os comércios estão fechados e aí vem um aumento absurdo como esse. Esperamos que a Justiça se sinta sensível com o momento e possa barrar esse aumento”, explicou Barreto.

Inconformada com o reajuste, Josineide Pereira, moradora do bairro Cidade Jardim Cumbica, revelou que em contato com a Sabesp, a mesma informou que o reajuste na conta de água foi informado através do documento que registra o consumo no mês de fevereiro deste ano. Ela ressalta que o aumento não condiz com o atual momento do País. O Hoje entrou em contato com a Arsesp e a Sabesp para saber maiores detalhes deste processo, mas, até o momento, não obtivemos resposta.

“Recebi minha conta de água da Sabesp referente ao mês de março com um aumento, ainda mais nesse período de quarentena. Na conta está informando que foi avisado em fevereiro o aumento, mas não há aviso. Como que nesse tempo que há mais pessoa isolada em casa, tem esse aumento”, encerrou.