Parceria entre Prefeitura e Sabesp promoverá melhorias para a região da Ponte Grande

Imagem: Divulgação/Sabesp

Uma parceria entre a Prefeitura de Guarulhos e a Sabesp irá promover significativas melhorias para a região da Ponte Grande e para a cidade como um todo. A instalação de uma Unidade de Recuperação da Qualidade da Água (URQ) do rio Tietê em um córrego que deságua naquele curso terá impacto direto na diminuição de pernilongos, no fim do mau cheiro presente hoje no bairro e, claro, na evolução da qualidade da água.

A URQ a ser implantada pela Sabesp ainda em 2022 irá retirar até 90% das impurezas da água do córrego, o que, na prática, significa que ela terá condições de preservar vida. A obra, de R$ 68,5 milhões, será erguida ao longo de oito meses e prevê a reconstrução da pista de skate que fica ao lado do estádio Arnaldo José Celeste com o dobro do tamanho atual, além da manutenção integral da pista de atletismo e do estádio.

Diferentemente de uma estação de tratamento de esgoto (ETE), a água do córrego a ser tratada na URQ possui uma concentração de impurezas seis vezes menor do que uma ETE, mas que ainda assim causa um mau cheiro característico na região, que será eliminado pela unidade, juntamente com os pernilongos atraídos pelo córrego.

“O bairro será substancialmente valorizado”, afirma o prefeito Guti. A URQ atenderá uma população estimada em 600 mil pessoas, quase metade da população de Guarulhos. Ela terá uma capacidade de tratar 1.000 litros por segundo (L/s). Uma ETE trata, por exemplo, de 100 a 200 L/s.

A URQ será quase que inteiramente construída em aço inox, que possui uma durabilidade que pode chegar a 50 anos e evita as rachaduras presentes nas unidades do tipo feitas de concreto, além de passar uma melhor impressão visual. A Sabesp possui uma unidade similar em operação no rio Pinheiros.

Outro benefício da URQ perante as ETEs é a quantidade de tempo que os dejetos levam para ser tratados. Enquanto que a primeira faz isso em no máximo duas horas, uma estação de tratamento pode levar até 24 horas para uma determinada quantidade de esgoto a ser tratado. “Isso significa menos tempo em que o dejeto fica no local, portanto, ainda mais qualidade para o ar da região”, afirma Valdemir Viana de Freitas, gerente da regional Guarulhos da Sabesp. Segundo ele, em apenas duas horas não se formam as condições químicas ideais para o mau cheiro se dissipar.

“Com a URQ Guarulhos deixará de ser a cidade que mais polui o rio Tietê”, comenta Guti. Ele se refere ao fato de que apenas esta unidade será responsável pelo tratamento de 30% do esgoto do município, o que representa 7 mil toneladas de dejetos por ano.

A construção da URQ evita ainda obras de coletores-tronco (que levam o esgoto até as ETEs) na região central, as quais seriam altamente prejudiciais ao trânsito. Intervenções longas e de alta complexidade serão evitadas, por exemplo, nas proximidades da Igreja Matriz.

A URQ na Ponte Grande também não causará transtornos sonoros à população do bairro, já que seu maquinário estará enclausurado e o restante dos equipamentos não causa ruídos, o que também poderia acontecer caso houvesse escavações para erguer a unidade.

Por mês, a Sabesp constrói entre 7 e 8 km de coletores-tronco em Guarulhos e, desde que firmou parceria com a Prefeitura, em janeiro de 2019, já investiu R$ 500 milhões na cidade no tratamento de esgoto, na sua coleta e na universalização do abastecimento de água, o que ocorreu no fim daquele ano.