Criptomoedas: o que são e como começar investir

Foto: Worldspectrum no Pexels

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o projeto que regulamenta as transações financeiras feitas com criptomoedas ou moedas digitais. A discussão acontece em meio a um recorde de investimentos nesses ativos digitais no último ano. Segundo dados do Banco Central, a importação de criptoativos somou US? 6 bilhões em 2021, quase o dobro do registrado em 2020 (US? 3,3 bilhões). Mas afinal, o que é uma criptomoeda e qual a maneira mais inteligente e segura de investir?

Segundo Ray Nasser, CEO da Arthur Mining, mineradora de ativos digitais que opera nos Estados Unidos, “criptomoeda geralmente é o que nos referimos como um ativo que está em blockchain – tecnologia de um livro razão, que grava todos os dados de todas as transações que ocorrem na criptomoeda- e ele é criptografado, daí que vem o termo criptomoeda”, explica o especialista. 

A primeira criptomoeda foi o bitcoin, que conta com uma criptografia muito forte e difícil de ser hackeada ou ultrapassada. “O preço do bitcoin quem faz é o mercado, quanto mais pessoas quiserem comprá-lo mais alto será o seu valor”, conta Nasser.

Ainda segundo o executivo, a popularização do bitcoin nos últimos anos se deu principalmente pelo fato de ser algo novo e com ótimo potencial de valorização. Para realizar um investimento inteligente em criptomoedas ele aconselha: é importante estudar bem o mercado, as moedas disponíveis, os novos protocolos, entender as tendências da tecnologia, considerar prazos mais longos e olhar as diferenças na rentabilidade, comparando criptos com juros e inflação.

“Para os perfis de investidores que não sabem como segurar, que não conhecem o mercado cripto e para aqueles que não podem comprar diretamente, uma excelente alternativa é adquirir esses ativos através desses produtos de mercado institucional, como os ETFs, que compram estas moedas e cobram por isso. Outro ponto importante é, caso esteja começando a investir, o ideal é iniciar gradualmente com 1% da carteira, por exemplo”, recomenda o especialista. Além disso, Ray finaliza reforçando a importância de conhecer realmente o que cada criptoativo faz, seu ambiente e o motivo de estar investindo o dinheiro.

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