‘Os poderes têm que ser harmônicos e independentes entre si’, afirma Eduardo Cunha

Foto: Hoje TV

O entrevistado do HOJE TV desta terça-feira (19), apresentado pelo jornalista Maurício Siqueira, foi Eduardo Cunha, que foi deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados. De acordo com ele, a independência dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário precisa realmente acontecer de maneira harmônica. “A própria Constituição Federal fala que os poderes têm que ser harmônicos e independentes entre si. O que não existia na prática, naquela época, na Câmara Federal”, expôs.

Cunha explicou porque o Palácio do Planalto tanto temia sua candidatura à presidência da Casa de Leis, em 2015. “Em primeiro lugar, eu não era tão desconhecido assim, eu era o líder da maior bancada da Casa e que, na época, era o PMDB. Como líder do partido, ele também tinha o vice-presidente da república na chapa, Michel Temer. O que aconteceu foi que a gente viveu um tempo de dois governos, do Lula e depois o da Dilma. Ou seja, quatro governos do PT e naquele tempo, a Câmara estava de certa forma subjugada ao governo. Com isso, eu fiz uma campanha de independência da Casa e não uma campanha contra o governo. Foi uma campanha para justamente ter uma Câmara independente e forte”, disse.

Na votação, ganhou em primeiro turno, com 267 votos, derrotando Chinaglia (PT), que recebeu 136 votos; Júlio Delgado (PV-MG), que teve 100 votos; e Chico Alencar (PSOL-RJ), com oito votos. Com a sua ascensão, Cunha acabou vencendo a disputa pela presidência da Câmara em cima dos parlamentares. “Sejam aqueles que estavam naquele momento apoiando o governo de Dilma ou seja os opositores, alguma parte deles, preferiram ter uma Casa independente do que necessariamente um local subordinado ao governo. Essa foi a razão da minha vitória”, acrescentou.

Segundo o ex-presidente, o governo temeu pois seu discurso era de independência, consequentemente eles não teriam mais o controle sobre aquilo que iria acontecer dentro da Casa. “As coisas vão acontecer como elas realmente deveriam acontecer, não necessariamente como o governo queria, mas também não era opositora e isso foi muito bem colocado na época. Os fatos que se sucederam depois foi que Dilma praticou um crime de responsabilidade. Sendo assim, eu estou lançando hoje em Guarulhos hoje o livro ‘Tchau, querida – o diário do impeachment’, que eu escrevi junto com a minha filha e que fala sobre o processo de impeachment. Nele eu relato o período em que eu fui presidente da Câmara. Ele é quase que um diário mesmo, por se tratar de relatos diários sobre tudo o que se passou até que eu chegasse ao processo”, ressaltou.

O programa vai ao ar de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 9h, e pode ser acessado através do Facebook (guarulhoshoje), Youtube (HOEJ TV) ou pelo site www.guarulhoshoje.com.br.

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