As feiras irregulares, não legalizadas ou clandestinas em Guarulhos, movimentam cerca de R$ 50,1 milhões ao mês, totalizando R$ 601,2 milhões ao ano, segundo aponta o levantamento com estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), obtido com exclusividade pelo HOJE.

De acordo com o estudo, se as feiras funcionassem três vezes ao mês (frequência mais comum atualmente) por um ano, cerca de 2,4 mil empregos deixariam de ser criados no varejo formal de vestuário, tecidos e calçados.

Como não existem dados do faturamento gerado pelos comércios, uma vez que elas atuam informalmente, foram realizadas simulações a partir do faturamento diário (com a inflação de 7%) do ano no varejo formal.

Seguindo o assessor econômico da FecomercioSP, Vitor França, além dos consumidores adquirirem produtos de procedência duvidosa, os comerciantes ilegais produzem uma concorrência desleal com os formais na cidade. “Essas feiras estão roubando o dinheiro legal do comércio e prejudicam o município com produtos sem nenhuma qualidade”, afirmou França.

As feiras itinerantes geralmente são feitas em períodos com maior movimentação no varejo como os finais de semana e antes de datas comemorativas. Um exemplo recente foi o “Mega Feirão dos Fabricantes do Brás”, que ocorreu neste mês na região do Jardim Lenize. No local, venderam-se livremente roupas e sapatos durante a madrugada.

Os principais prejuízos percebidos pelo governo são a não arrecadação de impostos, os valores podem variar de entre R$ 24,1 milhões (considerando empresas com alíquotas de 4%), R$ 33 milhões (alíquota de 5,47%) e R$ 41,2 milhões (para empresas de pequeno porte com alíquota de 6,84%).

Reportagem: Leticia Lopes

Foto: Ivanildo Porto

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