Trabalho flagra 21 operários em condições de escravidão nas obras da Fatec no Cecap

O Ministério do Trabalho flagrou 21 operários trabalhando em condições análogas a escravidão nas obras da Faculdade de Tecnologia (Fatec) e da Escola Técnica Estadual (Etec) no Parque Cecap.
Os trabalhadores vieram da região Nordeste do país em novembro do ano passado. Fiscais do Ministério do Trabalho visitaram o alojamento onde os operários estavam, a cerca de um quilômetro da obra. No local, uma casa com cerca de 40 metros quadrados, eles encontraram fiações expostas e até mesmo um beliche construído com restos da obra.

A fiscalização também encontrou problemas no canteiro de obras. A falta de segurança e a situação comprovada pelos fiscais acabaram gerando um embargo de oito dias na obra na semana passada. A constatação das péssimas condições de trabalho é o que caracterizou o trabalho escravo.

Os trabalhadores foram contratados por uma empresa terceirizada pela Engetal Engenharia e Construções que é responsável pelas obras. Na semana passada, a empresa pagou os dois meses de salários atrasados aos trabalhadores, além dos demais direitos e da passagem para que eles voltassem para casa.

As obras da Fatec e Etec tiveram início em 2015. A nova sede da Fatec contará com 24 salas de aula, 17 laboratórios, biblioteca e anfiteatro com 117 lugares. Entre os ambientes previstos na sede da futura Etec estão: 13 salas de aula, 12 laboratórios, sala multiuso, biblioteca e anfiteatro com 109 lugares. As áreas do campus foram cedidas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e pela Secretaria estadual de Educação (SEE) e têm metragem superior a 17,2 mil metros quadrados. O investimento total na obra será de R$ 55,6 milhões.
Questionado o Centro Paula Souza não respondeu até a conclusão desta edição. Já a empresa não foi localizada pelo HOJE.

Reportagem: Rosana Ibanez
Foto: Ivanildo Porto