Alcap aponta perseguição política por cancelamento de carnaval no Lago dos Patos

Reportagem: Antônio Boaventura

Os foliões que pretendiam curtir os festejos carnavalescos promovidos pela Alcap (Associação dos Comerciantes e Amigos do Lago dos Patos) entre os dias 17, 18 e 19 deste mês acabaram surpreendidos com o cancelamento do evento. Segundo o presidente da entidade, Graco Neves, a não realização se deve a possível perseguição política de gestores do atual governo a ele.

“Foi cancelado por falta de experiência desse novo governo. Foi também uma perseguição política contra a associação por parte do secretário de Desenvolvimento Urbano, Jorge Taiar. Ele sabia que iria haver o carnaval do Lago uma semana antes e não nos avisou. Pegou nós de surpresa”, explicou Graco Neves, presidente da Alcap.
O mandatário da Alcap revelou que seu prejuízo com o embargo da Prefeitura será de aproximadamente R$ 20 mil reais. Ele também ressaltou que toda infraestrutura para a realização do evento teve início no dia 13 e concluída três dias depois, data em que ele afirma receber a autuação da Administração Pública.

“Quem perdeu foi à população. Ele nos tirou o carnaval 12 horas antes. Estava tudo montado. A Cultura estava fazendo junto com a Alcap em todos os sentidos. É falta de entrosamento das secretarias deste governo”, declarou.
O Hoje apurou que cerca de 15 mil pessoas frequentam a região do Lago dos Patos neste período para participar do evento. Graco enfatizou que as tratativas com o Governo Municipal, via Secretaria de Cultura, se deu no começo deste mês de fevereiro.

Já a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU) recebeu uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), a qual o evento estava montando um grande parque de diversões em via pública (barco viking, carrossel, labamba, pista de carro de bate-bate, etc.) onde precisaria do laudo AVCB do Corpo de Bombeiros e laudo técnico.

Ainda, de acordo com a Administração Pública, o organizador também estava montando uma complexa estrutura de barracas para comercializar produtos e serviços, que não compete à Secel (Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer). Nesse caso, o responsável pelo evento tem a incumbência de tramitar as autorizações específicas nos órgãos competentes. Contudo, o bloco Pato Esganado estava plenamente apto para que realizasse seu evento carnavalesco, porém, foi opção do organizador não realizar o desfile.