Velório de fundador da Mancha Verde tem rivais e muita tensão

***FOTO DE ARQUIVO*** Moacir Bianchi foi encontrado morto em seu carro na Avenida Presidente Wilson, na altura do número 3100, no bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo, com 22 tiros. SÃO PAULO,SP,28.02.2017:CARNAVAL-2017-APURAÇÃO - Carnaval 2017. Moacir Bianchi da Mancha Verde durante a apuração de notas das escolas de samba do grupo especial, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo (SP), na tarde desta terça-feira (28). (Foto: Peter Leone/Futura Press/Folhapress)

O velório de Moacir Bianchi, 49, fundador da Mancha Alvi Verde assassinado a tiros na quinta-feira (2), teve demonstrações de solidariedade de rivais e tensão entre integrantes da própria organizada.
Velado e enterrado no Cemitério Parque Jaraguá, zona norte de São Paulo, os familiares de Bianchi receberam uma coroa de flores de Adamastor, membro histórico da Independente, ligada ao São Paulo. Um membro da Gaviões da Fiel também compareceu para prestar solidariedade.

Durante o velório, diferentes “rodinhas” de conversa se formaram separadamente. Membros da organizada que não quiseram se identificar disseram que a situação era claro reflexo das rixas internas na Mancha. Áudios que circulam na internet dão conta de brigas entre facções da zona sul e da zona leste da organizada.

Durante o velório, um membro da organizada foi expulso do local por outros integrantes que se incomodaram por ele ter atendido a imprensa. Segundo um funcionário do local, que também não quis se identificar, o torcedor chegou a ser agarrado pelo pescoço. Próximo ao horário do enterro, marcado para as 13h, os jornalistas foram informados de que teriam que sair do local a pedido da família, que queria mais privacidade.

Bianchi foi encontrado morto por volta das 4h por policiais na avenida Presidente Wilson, na altura do número 3.100, no bairro do Ipiranga, na zona Sul de São Paulo. Ele recebeu cinco tiros no abdome, cinco no pescoço, três no ombro direito, um no rosto, um no lado direito do tronco, cinco no braço direito, um na perna direita e um na cabeça.
Uma testemunha relatou que quando Bianchi, que estava dirigindo um veículo Honda City, parou no semáforo, outro veículo parou atrás dele. Os suspeitos saíram do carro e fizeram os disparos, fugindo em seguida. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).