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Companhia de ballet cobra explicações sobre os materiais utilizados para aulas

Despejada do Teatro Adamastor do Centro no último mês, a companhia de dança BNB (Ballet Nacional do Brasil) cobra explicações da prefeitura sobre os materiais utilizados por ela nas aulas e deixados no local. Líder do governo na Câmara Municipal, Eduardo Carneiro (PSB), atribuiu o problema à gestão anterior.

A BNB prestou serviço usando o equipamento cultural desde 2012 de forma filantrópica e também como prestadora de serviço, após vencer processo licitatório em 2015. O valor do contrato da companhia com a administração se encerra no próximo ano e tem o valor anual de R$ 1 mi.

Sem receber da municipalidade, o acordo entre as partes para o pagamento da dívida, segundo o DJ Sílvio Martins, prevê o pagamento parcelado em 16 vezes no valor de R$ 62,5 mil. Ele também afirma que a companhia atendia cerca de 400 meninas de diversas idades e regiões da cidade.
Essa companhia de dança apresentou um projeto em 2012 para nossa cidade de aula de dança para crianças da periferia sem fins lucrativos. Deixou-se por um ano livre e começaram a chegar crianças de diversos lugares da cidade.

“Tem gente hoje que ela havia colocado pra fora por mau comportamento que hoje está dando aula. A gente quer fazer parcerias com empresas, escolas ou universidades pra disponibilizar o espaço para as crianças continuarem o ballet e a prefeitura simplesmente disse não e desocupem o espaço”, declarou Martins.

Ele também revelou que a prefeitura elaborou uma ordem de despejo da escola e faltando cinco dias para encerrar o contrato falou para desocupar o espaço. Martins ressaltou que o representante da administração encarregado da notificação informou que o despejo foi motivado pela contenção de gastos e que não poderia arcar com o valor do contrato. “Neste momento o material está trancado em uma sala e no inicio do ano a Secretaria de Cultura arrombou as portas e retirou parte do material dela. Equipamentos caros das meninas sumiram e ninguém sabe onde foi parar”, explicou.

Já o líder do governo na Câmara Municipal, Eduardo Carneiro, atribuiu o problema a gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida. Ele entende que a falta de gestão dos administradores que antecederam o prefeito Guti (PSB) proporcionaram este impasse.

“Primeiro eu faço uma colocação diferente. Como o governo vai se portar com tanta coisa deixada de herança maldita desse PT? O desmando que fizeram na cidade. Esse é o meu encaminhamento. É uma situação pontual e vamos tentar resolver. A causa é extremamente nobre e precisamos avaliar”, concluiu Carneiro.

Reportagem: Antônio Boaventura
Foto: Leandro Domingos

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