Ex-secretário de Saúde questiona as Informações da atual gestão da área

Diante das declarações do atual secretário municipal de Saúde, Roberto Lago, publicadas com exclusividade pelo HOJE na edição desta terça-feira (28), de que as dívidas deixadas pelo ex-prefeito Sebastião Almeida dificultam as ações emergenciais na área, o seu antecessor na gestão Almeida, Carlos Derman, disse em nova encaminhada à redação que os investimentos para a Saúde não é prioridade da administração do prefeito Guti (PSB). Ele contestou o modelo adotado de gerenciamento da pasta pelo secretário Roberto Lago.

“Tudo isso demonstra que a saúde não vem sendo prioridade da atual gestão. Quem libera os recursos é a Secretaria da Fazenda, e o secretário de Saúde pouco pode fazer se esses recursos não são liberados”, criticou Derman, atual assessor da vereadora Janete Pietá (PT).

O ex-secretário afirma que os empenhos que, segundo Lago, foram cancelados, podem ser quitados. O mesmo disse que basta a prefeitura suplementar a dotação para que o débito possa ser pago. “Tem sim como pagar, no caso de serviços prestados ou materiais fornecidos, e cujo empenho foi cancelado. Basta suplementar a dotação referente a despesas de exercícios anteriores e voltar a empenhar”, explicou.

“Tem 77 milhões inscritos em Restos a Pagar, referentes a empenhos que não foram cancelados, e que podem ser pagos. Todas as faturas liquidadas não foram canceladas, mas nada foi pago até agora. Em janeiro e fevereiro, de acordo com os balancetes da prefeitura, nada foi pago de material de consumo da saúde nem de material de distribuição gratuita. Por isso está faltando de tudo nas Unidades de Saúde”.
Por fim, Derman revela que os atrasos no repasse das entidades conveniadas e que prestam serviço no sistema de saúde do município são decorrentes de pagamentos realizados fora de período de quitação dos vencimentos dos funcionários destas empresas, mesmo tendo dinheiro em caixa.

“O grande atraso no pagamento de salários pela fundação ABC em fevereiro deu-se porque a prefeitura pagou-os no fim do mês, e não por volta do dia 5 (os funcionários recebem no quinto dia útil). A prefeitura já tinha o dinheiro em caixa para pagar no início do mês”, concluiu.

Reportagem: Antônio Boaventura
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