A Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão da Secretaria de Assuntos Difusos de Guarulhos proporcionou uma emocionante vivência para 20 condutores e auxiliares de transporte escolar de crianças com deficiência e mobilidade reduzida. O grupo participou do curso especialmente organizado para o detalhamento de técnicas adequadas no transporte e abordagem de pessoas com deficiência, além de multiplicar os saberes com membros da família e do convívio social; proporcionar um atendimento digno aos clientes; entender melhor os tipos de deficiência e a dívida histórica que a sociedade tem para com este público. A orientação atende a Lei Municipal 6.768/2010, artigo 2º, que torna obrigatória a apresentação de certificação desse curso para a inscrição ou renovação como condutor e auxiliar de veículo escolar no município.

Estiveram presentes o secretário de Assuntos Difusos, Lameh Smeili e o subsecretário de Acessibilidade e Inclusão, Toninho Messias. Lameh afirmou que facilitar a vida do outro não é responsabilidade somente do Poder Público. “Todos nós podemos nos auxiliar mutuamente. Esse curso demonstra que é fundamental a conscientização de que a dignidade humana está acima de qualquer outro valor”, disse. O secretário também lembrou a falta de recursos para desenvolver o trabalho. “A ausência de dinheiro não será empecilho para que criemos as condições necessárias para avançarmos em nossos projetos, a fim de combatermos as desigualdades e o desrespeito aos direitos das pessoas”, disse.

Experiência de vida

Durante o curso, foi realizada interessante e enriquecedora vivência entre os participantes: colocar-se na situação de cadeirante e de deficiente visual, experimentando as sensações de quem vive essa realidade em seu cotidiano. Alguns voluntários fizeram o caminho de cerca de 150 metros entre a sede da Subscretaria (rua Alberto Hinoto Bento, 49) e a praça Gilberto Van Mill, no Macedo, utilizando cadeiras de rodas ou uma venda, a fim de simular a falta de visão física. Para o condutor Erivaldo dos Santos, essa experiência foi indescritível. “Viver por alguns minutos nessas condições dá uma pálida ideia de qual é a realidade do cotidiano das pessoas com deficiência”, afirmou.

O curso prossegue até próximo dia 19, para novas turmas com 30 participantes cada uma, com a coordenação de Fernanda de Oliveira Nascimento, da Subsecretaria de Acessibilidade e Inclusão, que está ministrando as vivências. Segundo Fernanda, muitas vezes não se sabe como auxiliar as pessoas com deficiência. “‘Precisa de ajuda? ou Como posso ajudar você?, são as duas perguntas que nós devemos fazer a elas”, resumiu.

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