Início Guarulhos Guarulhos comemora 11 anos da Lei Maria da Penha com várias atividades

Guarulhos comemora 11 anos da Lei Maria da Penha com várias atividades

“Violência doméstica não tem desculpa, tem lei”. Esse é o tema da comemoração do 11º aniversário da Lei Maria da Penha, que a Prefeitura de Guarulhos, por meio da Secretaria de Assuntos Difusos e da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres, prepara para a programação especial do mês de agosto. A solenidade de abertura será no dia 07, segunda-feira, às 10h, no auditório do Paço Municipal, avenida Bom Clima, 90, Jardim Bom Clima.

Durante o evento, a subsecretária Verinha Souza apresentará o Mapa da Violência contra a mulher na cidade de Guarulhos. Como convidadas especiais a cerimônia contará com palestra da promotora de Justiça Dra. Daniela Romanelli da Silva sobre “A violência doméstica contra as mulheres” e ainda com o depoimento de Suzislene Fernanda Sá, uma das beneficiadas pela Lei Maria da Penha.

Para Verinha Souza, refletir e debater as principais datas de empoderamento feminino tem sido uma preocupação da gestão Guti. “Com respeito, liberdade e dignidade, a Subsecretaria de Políticas para as Mulheres promove diversas atividades para todas que buscam o apoio do Poder Público. O objetivo é romper o ciclo de violência, do qual elas são vítimas e resgatar a autoestima”, afirmou.

Programação

Até 25 de agosto, haverá diversas atividades alusivas ao tema “Violência doméstica não tem desculpa, tem lei” em toda a cidade:
Dia 07, às 10h, abertura oficial no Paço Municipal;
dia 9, às 9h, na Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer – Secel;
dia 10, às 14h, na Casa Clara Maria Bom Clima;
dia 11, às 9h30, no CRAS Centro – Faria Lima;
dia 15, às 14h, no Hospital Municipal de Guarulhos; no mesmo horário, no Espaço Mulher Clara Maria Pimentas;
dia 16, às 10h, Espaço Mulher Clara Maria Ponte Alta;
dia 17, às 9h, Espaço Clara Maria Recreio São Jorge; às 10h, Espaço Mulher Clara Maria Pimentas;
dia 18, às 9h, Secel; às 10h, EPG Antonio Rosas;
dia 21, às 11h30, Escola Janete Beauchamp;
dia 22, às 14h, em dois locais: Associação Comunitária Jardim Angélica II e Casa Clara Maria Vila Galvão;
dia 23, às 9h, na Fig-Unimesp – vila Rosália; às 14h, Casa Clara Maria Haroldo Veloso;
dia 24, às 14h, no CRAS São João;
dia 25, às 14h, Casa Clara Maria Recreio São Jorge.

Lei Maria da Penha, a origem

Promulgada em 2006, a Lei 11.340 resultou da luta histórica dos movimentos de mulheres contra a impunidade no cenário nacional de violência doméstica e familiar contra a mulher. Assim, a Lei Maria da Penha representa uma verdadeira guinada na história da impunidade. Por intermédio dessa lei, vidas que seriam perdidas passaram a ser preservadas; mulheres em situação de violência ganharam direito e proteção; fortaleceu-se a autonomia das mulheres.
Quem empresta seu nome à lei é a farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que lutou por anos para que o seu agressor viesse a ser condenado. Com 71 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica. Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antônio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto; na segunda, tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004, hoje está livre.
Maria da Penha foi indicada este ano para o Prêmio Nobel da Paz. Ela concorrerá com 214 pessoas, inclusive o Papa Francisco, e 103 organizações. O resultado será anunciado em outubro.

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