Infectologista diz que não é momento para pânico em relação à febre amarela

A morte de um morador do Jardim Munhoz por febre amarela no final do último ano provocou uma verdadeira corrida da população em busca da vacina contra a doença. Apesar da possibilidade iminente de contaminação, o infectologista da prefeitura, Daniel Bartmann, acredita que o momento não é para pânico e ressalta que o único método eficaz de combate é a imunização através da vacina.

“Não é momento para pânico. A gente tem que entender que estamos tendo uma epidemia entre os macacos, e estamos tendo uma mortandade de macacos na área de mata atlântica em municípios próximos como Mairiporã. Nas áreas em que o vírus da febre amarela está circulando é preciso evitar a circulação de pessoas”, explicou Bartmann.

Entretanto, ele entende que é preciso mapear a população humana que circula nas áreas de mata para a promoção da imunização de todos os indivíduos. O infectologista também defendeu a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam a eficácia da vacina por até 8 anos e o fracionamento das doses para ampliação do número de pessoas vacinadas.

“É fazer a vacinação em massa para atingir 100% da população suscetível à doença e que estejam em área de risco. A única forma de proteção ativa é a vacinação. Agora está sendo adotado um novo método que é o fracionamento da vacina. Estudos demonstrados pela OMS mostram que a dose da vacina tem imunidade de até 8 anos”, disse.

Antônio Boaventura
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Foto: Fábio Nunes Teixeira/PMG

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