Agência de empregos é acusada de aplicar golpe em 28 pessoas no Centro

A agência de empregos CRP Treinamentos e Seleção, localizada na rua João Gonçalves, n° 300, Centro, é acusada de aplicar golpes em pelo menos 28 pessoas, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A agência estaria prometendo emprego para os candidatos, porém, para conseguir o trabalho, as pessoas teriam que pagar para realizar um curso de aprimoramento para a vaga.

Entre os candidatos que tentaram conseguir uma vaga no mercado de trabalho pela agência, está o jovem Cleberton Aparecido Cipriano, 20, morador do Jardim Santa Clara, pediu dinheiro emprestado para mãe, e efetuou o pagamento de R$ 180 a agência. “Eles me apresentaram uma vaga de porteiro, com o salário de R$ 1.500, porém, para entrar na empresa alegaram que eu deveria passar por um treinamento. Após pagar o curso, fui fazer uma entrevista em uma empresa de São Paulo, que logo me avisou que o emprego não era garantido”, revelou Cipriano, desempregado há dez meses, além de morar de aluguel com a mãe, disse que tentou contato com a agência, porém, não houve resposta.

De acordo com os candidatos, a CRP Treinamentos e Seleção, registrava até grandes filas de pessoas para a entrega de currículos. Muitas pessoas que se sentiram lesadas pela empresa, criaram até um grupo em um aplicativo de mensagens com o objetivo de tentar alguma solução ou entrar com ação contra a empresa.
O auxiliar de cozinha Fernando Medina, 29, afirmou que também entregou currículo e foi chamado para uma vaga de trabalho de segurança no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. “Me chamaram para a vaga, falaram sobre o curso, paguei R$ 350, e quando fui realizar a entrevista, a empresa disse que não tinha nenhum vínculo com a agência e que também estavam com muitos problemas desse caso”, afirmou Medina, que deu entrada no Procon, após tentar recuperar o dinheiro com a empresa, porém, não teriam devolvido, e com isso, após uma audiência de reconciliação, a agência teria proposto o pagamento de R$ 175 para Medina, que não aceitou a oferta.

Após a não aceitação, Medina aguarda uma nova audiência para tentar recuperar o dinheiro perdido. O HOJE tentou contato telefônico com a empresa, porém, não obtivemos resposta, e ao visitar a sede da agência, havia um cartaz explicando que a empresa estava de luto e que somente retornava aos trabalhos nesta segunda-feira (05).

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), afirmou que o caso segue em investigação por meio de inquérito policial no 1° Distrito Policial. “Ao todo, 28 vítimas foram ouvidas e órgãos responsáveis por fiscalizações nesse tipo de estabelecimento também foram oficializados pela autoridade policial”.

Reportagem: Ulisses Carvalho
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Foto: Ivanildo Porto