Moradores do Haroldo Veloso questionam ressarcimento oferecido por desapropriação

As famílias do Haroldo Veloso que moram na área em que será utilizada pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) para a construção da alça de acesso do Rodoanel Norte para o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos, em Cumbica, questionam o valor do ressarcimento oferecido para desocupação de seus respectivos imóveis.

“Eles estão oferecendo um valor muito baixo. A assistente social da Dersa esteve aqui e disse que iria dar ajuda, mas não houve este processo. Disseram que nós íamos ser ressarcidos pelo valor comercial e não venal”, disse Fátima Tavares, de 60 anos.
Apesar de questionar os valores apresentados pela Dersa, Tavares revelou que os moradores ainda não possuem o valor exato do metro quadrado daquela região.

De acordo com ela, as famílias envolvidas no processo de desapropriação contrataram um perito para avaliar e constituir qual seria o valor de mercado do metro quadrado daquela área.
“Imóvel que custa R$ 350 o Dersa está querendo pagar R$120,00, valor este abaixo do valor de mercado. E ao menos se quer citar o valor indenizatório. Assim todos os moradores que serão desapropriados estão sendo ludibriados por força maior (Dersa)”, disse Leandro Soares.

Já a Dersa informou que por conta da construção do empreendimento de 3,6 quilômetros, 54 imóveis serão desapropriados e seus proprietários, assim como feito em todo o Rodoanel Norte, serão indenizados pelo valor de mercado de suas propriedades.
O valor individual de cada imóvel será definido a com base em um Laudo Técnico de Avaliação, que dimensionará e identificará cada característica da propriedade, como terreno, edificação e/ou benfeitorias.

Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto