Início Guarulhos Câmara retoma discussão do regime trabalhista dos procuradores nesta 3ª

Câmara retoma discussão do regime trabalhista dos procuradores nesta 3ª

Assunto constante na pauta de votação da Câmara Municipal no ano passado, a transição do regime trabalhista dos procuradores municipais volta a ser assunto Legislativo na sessão desta terça-feira (6).

A Comissão de Justiça e Legislação Participativa (CJLP) cobrava da administração municipal estudos que possam revelar o impacto causado nas contas públicas caso a proposta seja aprovada pelos parlamentares.
“O problema é que não veio o cálculo atuarial. Nos comprometemos com os vereadores em votar na volta dos trabalhos em 2018. E eles entenderam perfeitamente que não dava pra votar sem o cálculo atuarial e o impacto financeiro”, explicou o líder do governo na Câmara, Eduardo Carneiro (PSB).

Em agosto de 2016, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) suspendeu o pagamento ou incorporação de qualquer gratificação aos procuradores em suas respectivas remunerações.
Na ocasião, a alegação dos advogados da prefeitura é de que a lei federal 9.527/97 em seu artigo 4ª, aborda os direitos dos advogados empregados da administração pública indireta, tanto federal, quanto estadual e municipal, e revoga a lei anterior (Lei 8.906/94), motivo pelo qual as regras dessa última lei não podem mais ter aplicabilidade.

O regime estatutário é previsto em lei municipal, estadual ou federal. Esta classificação tem como característica a estabilidade no emprego, aposentadoria com valor integral do salário (mediante complementação de aposentadoria), férias, gratificações, licenças e adicionais variáveis de acordo com a legislação específica, e pode aproveitar direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que não prevê estabilidade.

“Não veio o cálculo atuarial naquela ocasião. Nós estamos aqui para votar o projeto que é uma determinação judicial. Mas, essa Casa tem que ter a responsabilidade de votar o projeto com o cálculo atuarial. Me reuni com os procuradores e deixei bem claro que se não tivesse o cálculo atuarial ficaria complicado de votar”, concluiu.

Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto

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