Um funcionário da Guarda Civil Municipal (GCM), que preferiu não se identificar, alega que falta fardamento para os agentes, além dos próprios guardas que estariam realizando rateio para a manutenção das viaturas. Outra reclamação também é a falta de equipamentos no almoxarifado, que estaria se esgotando e segue sem previsão para a reposição.

O sistema de rádio utilizado pelos guardas nas viaturas não estaria funcionando e continua sem manutenção, de acordo com os agentes. No mês de dezembro do ano passado, outro problema enfrentado pelos GCMs foi à questão da falta de combustível, onde muitas viaturas ficavam ancoradas nas bases, além de apresentar problemas nos rolamentos e até vazamento no óleo do motor.
Na ocasião, a administração municipal ressaltou que houve um problema técnico no momento da liberação para o abastecimento das viaturas. A atual sede da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), localizada na rua Miguel Bionde, região do Itapegica, custou aproximadamente R$ 75 mil. O dinheiro seria oriundo de contribuições e também dos próprios agentes.

A reportagem do HOJE contatou a Secretaria para Assuntos de Segurança Pública (Sasp), sobre a denúncia da falta de equipamentos, além da questão envolvendo o sistema de rádio, que a própria prefeitura reconheceu problemas no equipamento. “O sistema de rádio utilizado pela Guarda Civil Municipal é analógico, ou seja, um sistema obsoleto. Por esse motivo, há a necessidade de substituição do mesmo para um sistema digital, o que depende de licitação. Isso resolverá o que é chamado de “área de sombra”, que é um determinado local onde o sinal de rádio não atinge, bem como o problema de interrupção desse mesmo sinal em razão da troca de antenas antigas por modernas”.

Já em relação ao questionamento sobre a questão envolvendo rateio para o conserto de viaturas, a prefeitura esclareceu que parte dos veículos utilizados pela GCM é locado, sendo o reparo realizado por conta da própria locadora. “Quanto aos uniformes e equipamentos de atuação da Guarda Civil Municipal, há um processo licitatório para aquisição em curso. Está na fase de cotação de preço para posterior abertura de certame licitatório”.

O orçamento divulgado pela Sasp para este ano é aproximadamente R$ 7 milhões, porém, não envolve somente a GCM, cujo orçamento total é de R$ 1.498.000,00 milhão, mas também na quitação do aluguel de imóveis que alocam outras forças de segurança no município, como Companhias de Polícia Militar e de Grupamento de Bombeiro, Junta Militar, sede da Polícia Científica, Distrito Policial e gastos com água e energia.

Reportagem: Ulisses Carvalho
ulissescarvalho@grupomgcom.com.br
Foto: Ivanildo Porto

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