Uma escultura com cerca de 2,5 metros de altura do índio Guaru vem circulando nos últimos dias pelas escolas públicas e particulares da cidade. Iniciativa da Secel (Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer), a visitação às escolas tem como proposta levar os alunos a refletir acerca do patrimônio imaterial da cidade.

A obra é parte das esculturas do carro alegórico abre-alas da Gaviões da Fiel, que no último carnaval homenageou a cultura ancestral da cidade de Guarulhos por meio da história dos índios Guarus.

De acordo com o diretor de Cultura, Tiago Ortaet, a itinerância da obra tem caráter propositivo e pode ser adequada aos projetos das escolas e às reflexões do grupo de alunos e professores: “Essa obra de arte é bastante simbólica, sem dúvida, leva a criança e o adolescente a questionar sobre nossa cultura ancestral, o berço indígena de nossa cultura local”.

Ortaet também enfatiza a brilhante mediação que os professores têm feito, sobretudo os especialistas da área de Artes, com provocações estéticas de alto valor artístico.

O trabalho nas escolas

Na EPG Tom Jobim, na Cidade Seródio, a professora Marina Koga organizou com os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental um ambiente natural e rico em referências simbólicas para receber a escultura. Entre árvores e pinturas do artista guarulhense Marcos Paulo Feliciano, o Patto, a escultura foi acolhida e diversas atividades desenvolvidas com a criançada.

Marina e os alunos aproveitaram o mês de abril para falar de arte e cultura indígena, observaram painéis, manusearam pinturas feitas com urucum, leram e contaram histórias próprias desse contexto. “Todo esse trabalho foi muito rico porque inseriu as crianças num universo até então desconhecido e cheio de descobertas”.

A professora conta ainda que a escultura do índio Guaru foi fundamental para os alunos perceberem a noção de trabalhos bidimensionais e tridimensionais.

Já na Escola Estadual Parque Continental Gleba I, também anfitriã do acolhimento à escultura do índio Guaru, os professores Roberta Ragonha e Alan Aparecido elaboraram atividades como desenho de observação, desenvolvido com os alunos do 7º ano, e de grafismo, com as turmas do 6º ano.

Além das escolas Tom Jobim e Parque Continental Gleba I, a escultura já passou também pelo Colégio Santa Rita, no Macedo. Até o final do mês, ela deve circular por outras escolas da cidade, interessadas em abordar a presença indígena Guaru na cidade.

 

 

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