Apenas 169 mil pessoas foram imunizadas contra a gripe em Guarulhos

Assunto: Campanha de Vacinação contra a Gripe Local: CECAP Data:04.05.2015 Foto: Fabio Nunes Teixeira

A população talvez não tenha se dado conta, mas embora Guarulhos não tenha registrado nenhum óbito por influenza, no país os óbitos mais do que dobraram nas últimas três semanas. De acordo com a última divulgação do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde, atualizado em 28 de maio, o Brasil chega a 334 mortes por influenza, sendo que deste número, cerca de 70% apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para pessoas maiores de 60 anos, cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas, todos priorizados na Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe.

São Paulo é o estado com mais óbitos por influenza. São 71 mortes, seguido do Ceará, com 57 e Goiás com 55. Além disso, o H1N1 é o vírus que mais mata no Estado. Dos 225 casos registrados, 41 foram a óbito. O H2N3 infectou 91 pessoas, sendo que 13 morreram. O tipo A causou 11 mortes dos 99 casos, e o B, seis óbitos dos 47. No total são 462 pessoas infectadas por Influenza somente em São Paulo, que está abaixo da meta da cobertura vacinal.

Em Guarulhos não é diferente. A uma semana de encerrar a Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, a cidade imunizou 169.696 pessoas até o momento, o que corresponde a 58,33% do público-alvo da campanha. A meta é vacinar 90% deste público. A vacina está disponível em todas as 69 UBS (Unidades Básicas de Saúde) da cidade e, no sábado, a população poderá se imunizar nas UBS Cecap, Novo Recreio, Seródio e Santo Afonso, das 8 às 16 horas.

Devem ser vacinados trabalhadores da saúde; pessoas com 60 anos ou mais, indígenas; crianças de seis meses até menores de cinco anos; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas com doenças crônicas (com solicitação médica); professores; pessoas privadas de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas (Fundação Casa); e funcionários do sistema prisional. Todos fazem parte dos grupos suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Portanto, foram escolhidos como público-alvo da vacinação pelo Ministério da Saúde, com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).