Início Guarulhos Com auxílio de programas, Habitação quer entregar 1.000 imóveis em 2019

Com auxílio de programas, Habitação quer entregar 1.000 imóveis em 2019

Com aporte dos programas sociais Casa Paulista, do governo do estado, e Minha Casa Minha Vida, do governo federal, a Prefeitura de Guarulhos, por meio da Secretaria de Habitação, pretende entregar 1.000 novas moradias populares no município entre janeiro e dezembro do próximo ano. É o que previu o secretário de Habitação Fernando Evans.

“Até o final do ano entregaremos 916 unidades. Nós temos agora mais 1.000 unidades para construção, mas que precisam da autorização da Caixa para o início das obras. Temos 1.036 unidades que estamos finalizando e será demanda fechada para o funcionalismo público”, explicou Evans.

As habitações servem para amenizar os impactos causados pelo crescimento irregular e desordenado da cidade que implica em diversos problemas sociais e de infraestrutura. E com Guarulhos esse panorama não é diferente. Para Evans, o município necessita de pelo menos dez anos para solucionar os impactos negativos que causaram a ocupação irregular do solo ao longo dos anos.

“Temos 91 áreas de ação civil pública, que geram um desconforto grande para a administração pública. Isso vem ao longo de 20, 30, 40 anos, e nós temos que resolver num prazo de até dois anos. O prazo é muito exíguo e precisa no mínimo de dez anos para resolvermos de forma séria, mas coibindo as novas”, disse.

De acordo com o secretário, é necessário trabalhar propostas para que possa fazer a regularização fundiária na cidade. Evans também ressalta que a prevenção em relação a invasões de novas áreas está inclusa nesta proposta de reorganização e legalização da ocupação do solo.

“Guarulhos tem muitos problema0s, e eles são históricos. São invasões e parcelamento de solo. Hoje não dá mais para tapar o sol com a peneira e ter um trabalho sério de regularização fundiária. Vamos ter um trabalho sério de habitação para evitar as invasões irregulares e parcelar o que está de forma incorreta”, declarou.

Para evitar que novas áreas – como morros, encostas, margens de córregos e periféricas -, sejam ocupadas de forma irregular, ele revelou que a prefeitura pretende criar um setor de desmobilização vinculado à Secretaria de Justiça. “Vai ser criado um setor de desmobilização para evitar novas invasões, novo parcelamento irregular do solo em Área de Proteção Ambiental (APA), Área de Proteção Permanente (APP), e áreas públicas”, concluiu.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto

 

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