Homens que espancaram morador de rua no Centro são condenados a até 18 anos de prisão

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), obteve, na noite desta terça (31), no tribunal do Júri de Guarulhos, a condenação de dois homens, Santiago Romulo de Oliveira e Michel Pena da Silva, que tentaram matar o morador em situação de rua Rafael Souza dos Santos, 23 em março do ano passado. Todos eles viviam na região central da cidade e acabaram se desentendendo. Os acusados e um terceiro indivíduo ainda não identificado armados com barras de ferro e de caibros de madeira partiram  para cima do ofendido para espancá-lo.

A vítima correu por dois quarteirões, mas acabou sendo alcançada pelos homens. Após ter sido atingida por várias vezes, o morador de rua acabou caindo e continuou sendo golpeado pelos três. Após ter ficado prostrado, os agressores pararam de bater e saíram andando normalmente.

Instantes depois, dois deles foram presos e identificados pela Guarda Civil Municipal (GCM), que acompanhou parte da agressão por intermédio de uma câmera de vigilância que monitora a região. O terceiro agressor tomou rumo diverso e não foi mais localizado.

No júri, os réus sustentaram que não quiseram matar a vítima e que teriam agido para se defender, uma vez que o ofendido teria puxado uma faca para eles.

O caso ocorreu na região central da cidade, onde os indivíduos perseguiram o morador em situação de rua nas proximidades da Igreja Matriz. Um dos detidos, Santiago Romulo de Oliveira, já tinha passagem por furto e roubo. O caso ocorreu na madrugada do dia 3 de março do ano passado, e Santos chegou a ficar internado no Hospital Municipal de Urgência (HMU), porém, recebeu alta logo depois.

O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, refutou todas as teses da defesa e obteve a condenação dos réus por tentativa de homicídio duplamente qualificada (com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). Santiago Romulo de Oliveira Prata, por ser multirreincidente, foi condenado a 18 anos de reclusão. Já Michael Pena da Silva, que era primário, foi condenado a 10 anos e 08 meses de prisão. Os dois já estavam presos.

Segundo o promotor, a exibição aos jurados dos objetos utilizados no espancamento foi decisiva para a demonstração da vontade de matar dos agentes. Matérias televisivas exibidas ao júri corroboraram a versão do MPSP.

Foto: Reprodução TV Globo