Antônio Boaventura

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Gestora da Rodoviária de Guarulhos desde sua inauguração, em dezembro de 2010, a Socicam, que também administra o Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, revelou que não recebe valores da prefeitura para a gestão do terminal, mas que faz pagamento mensal ao município pela exploração do espaço. Entretanto, a empresa não revelou qual o valor do pagamento.

De acordo com a administradora, o contrato de concessão do Terminal Rodoviário de Guarulhos prevê o pagamento mensal de outorga da Socicam para a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana (STMU), antiga Secretaria de Transportes e Trânsito (STT), sobre todas as receitas do empreendimento, além de não participar das despesas que garantem a gestão do espaço.

Apesar de intensas críticas desde o começo de suas atividades, a rodoviária registrou crescimento de 17% em seu movimento nos últimos 12 meses. A Socicam e a prefeitura afirmam não possuir qualquer planejamento para que este número possa ser ampliado. Sua construção teve o custo aproximado de R$ 20 milhões.

Entre janeiro e setembro de 2017, a Rodoviária de Guarulhos atendeu 33.293 passageiros contra 38.894 no mesmo período neste ano. Ou seja, uma alta de quase 17%. Para a construção daquele empreendimento foram utilizados investimentos da administração pública e do Ministério do Turismo.

Já o governo municipal ressaltou que a gestão da Socicam começou em 2011 e o prazo de vencimento do contrato é 26 de janeiro de 2026. A Secretaria de Transportes e Trânsito (STT) não despende nenhum valor e os gastos para gerenciamento do equipamento ficam a cargo da própria Socicam, que negou a informação.

Ela revelou que na rodoviária operam 12 empresas de transporte atualmente, e não descartou a possibilidade de que novas linhas passem a operar no local, mas não existe, no momento, nenhum projeto para ampliar o fluxo de passageiros.

Foto: Ivanildo Porto

 

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